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Campos do Jordão: antigas casas de operários da ferrovia são transformadas em centro cultural

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Campos do Jordão: antigas casas de operários da ferrovia são transformadas em centro cultural
DA REDAÇÃO

Campos do Jordão: antigas casas de operários da ferrovia são transformadas em centro cultural

Inaugurado em novembro de 2023, o Design do Lajeado , em Campos do Jordão , é um centro cultural que une exposições com aulas de artesanato gratuitas para os jovens da cidade. O espaço surgiu da restauração da Parada Gavião Gonzaga , a vila ferroviária mais alta do Brasil, na Serra da Mantiqueira, que estava abandonada.

A revitalização transformou as antigas casas dos operários na nova sede das Oficinas do Gavião Gonzaga , onde jovens de 14 a 17 anos, filhos dos funcionários das empresas do Alto do Lajeado e que residem na cidade, aprendem panificação e técnicas de artesanato, como design em madeira, tear, bordado e cerâmica. Desde setembro, as aulas são dadas para turmas de até 20 pessoas.

Já as antigas residências dos chefes ferroviários abrigam o Centro de Exposições Design do Lajeado , que apresenta mostras de artistas locais e vende artesanatos feitos nas oficinas.

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Design do Lajeado, Campos do Jordão, São Paulo
Os professores voluntários das oficinas podem vender suas peças Design do Lajeado/Divulgação

Resgate da história

O projeto tem como objetivo recuperar a história da ferrovia e as casas e criar um espaço de aprendizado que une conhecimento técnico e manifestação artística.

Na Casa Design do Lajeado , os visitantes podem apreciar a história da ferrovia por meio de exposições de fotos de época, tecidos de tear, peças de cerâmica decorativas e utilitárias, bowls de madeira, colheres, móveis personalizados, bordados, amigurumi, velas decorativas, quadros de arte botânica, objetos em papel machê e cosméticos naturais. Os funcionários contam a história local e guiam os visitantes pela casa.

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Design do Lajeado, Campos do Jordão, São Paulo
A visita termina com um cafezinho servido pelos funcionários Design do Lajeado/Divulgação

Serviço

Design do Lajeado

Quando? Às sextas-feiras, aos sábados e aos domingos, das 10h às 17h.

Quanto? Entrada gratuita.

Onde? Estrada Municipal Aurora Nogueira Barros Vasconcellos, 30 – Alto Lajeado, Campos do Jordão.

Leia tudo sobre Campos do Jordão

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Fonte: Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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