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Catálogo de Experiências da COP30 revela um Brasil sustentável com destaque especial para o Pará e a Amazônia

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O Brasil que o mundo encontrará durante a COP30, em Belém, vai muito além das discussões climáticas: ele poderá ser vivenciado, saboreado e sentido. Para guiar os visitantes nacionais e internacionais por essa jornada, o Ministério do Turismo lança o Catálogo de Experiências Turísticas “Conheça o Brasil – Edição Especial COP30”. O catálogo vai estar disponível nas InfoZones espalhadas por Belém, no Espaço “Conheça o Brasil” do Ministério do Turismo, na GreenZone da COP30 e também no Portal do MTur.

A seleção das experiências turísticas baseou-se em levantamento realizado junto às Secretarias de Turismo das Unidades da Federação, entidades do Conselho Nacional do Turismo (CNT) e Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo, sendo a curadoria feita pela Coordenação-Geral de Produtos e Experiências Turísticas do Ministério do Turismo.

A publicação reúne mais de 100 experiências cuidadosamente selecionadas em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. O foco é apresentar um ecossistema turístico plural, inovador e alinhado aos pilares da cúpula climática, como a conservação ambiental, a justiça climática e a sustentabilidade.

Com predominância de iniciativas de Ecoturismo e Turismo de Base Comunitária, a revista dá protagonismo às comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e rurais na construção de vivências autênticas, transformadoras e responsáveis.

“A COP30 em Belém é a nossa maior janela para o mundo. Este catálogo não é apenas um guia; é um convite para que os visitantes globais vejam, sintam e vivenciem o Brasil que preserva, que inclui e que se orgulha de sua sociobiodiversidade. Queremos mostrar, a partir do turismo sustentável, que ele é um poderoso agente de conservação ambiental e desenvolvimento social”, ressalta o ministro Celso Sabino.

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DESTAQUE – Sendo o coração do evento, o Pará ganha um capítulo de honra, abrindo a revista com uma diversidade de experiências que refletem a alma amazônica.

A começar pela capital, Belém, o visitante é convidado para uma imersão na cultura e gastronomia da metrópole. Reconhecida pela UNESCO como Cidade Criativa da Gastronomia , a capital paraense oferece desde a explosão de sabores do Mercado Ver-o-Peso e do açaí autêntico até a tranquilidade de navegar pelas ilhas fluviais que cercam a cidade.

Entre as experiências destacadas, estão:

– Imersão na Ilha do Combu: A poucos minutos de barco de Belém, esta vivência permite ao turista conhecer a cultura ribeirinha e participar de práticas sustentáveis. A experiência inclui desde a produção artesanal de chocolate com cacau nativo na famosa Casa de Chocolate Filha do Combu até a participação na colheita do açaí e banhos de ervas tradicionais.

– Trilha Amazônia Atlântica: Uma trilha de longo curso que atravessa 17 municípios do estado. O percurso é um mergulho nos ecossistemas locais, permitindo ao visitante banhar-se em igarapés de águas claras , vislumbrar os campos naturais bragantinos e conhecer a costa atlântica do Pará com seus manguezais conservados. A trilha valoriza o modo de vida único dos povos tradicionais e sua relação de simbiose com a floresta.

– Rotas Quilombolas: A revista também evidencia o afroturismo na região , com rotas como a Trilha Afroecológica Caminhos de Bujaru e os Caminhos Ancestrais do Quilombo do Abacatal , que revelam a força da ancestralidade indígena e africana na formação do território.

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ROTEIROS – Embora o Pará seja o anfitrião, a revista é um convite para descobrir todo o Brasil. A seleção mostra a pluralidade do turismo sustentável no país.

– No Nordeste, o Roteiro quilombo cultural de São Luís (MA) convida o visitante a conhecer a essência de um dos maiores quilombos urbanos da América Latina.

– No Centro-Oeste, o Sítio Histórico e Patrimônio Cultural Kalunga (GO) oferece uma imersão na cultura afro-brasileira , combinando trilhas exuberantes, cachoeiras e uma gastronomia 100% natural, colhida diretamente das roças.

– No Sudeste, a Experiência imersiva na Pequena África (RJ) propõe um tour pela história e resistência do povo negro no Rio de Janeiro , passando por marcos como o Cais do Valongo, local ligado ao tráfico de escravos e reconhecido pela UNESCO.

– No Sul, a Georrota Cânions do Sul (RS/SC), um Geoparque Mundial da UNESCO , foca no geoturismo e na aventura, apresentando os maiores cânions da América Latina, como o Itaimbezinho e o Fortaleza.

O Catálogo de Experiências Turísticas “Conheça o Brasil – Edição Especial COP30” vai além de um guia de viagens, é uma ferramenta estratégica para o posicionamento do Brasil como um destino turístico com vocação para o turismo sustentável e responsável, capaz de atrair um público que busca conexão com a natureza, a cultura e o modo de vida de nossas comunidades.

Por Lívia Albernaz
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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