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Conheça Olinda: onde cultura e tradição atraem turistas durante todo o ano num dos mais bem preservados centros históricos do Brasil

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Primeiro núcleo urbano de Pernambuco e um dos mais importantes centros da economia açucareira no período colonial, Olinda (PE) entrou para a Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 1982. Com ruas de pedra, casarões coloridos e igrejas centenárias ao longo das famosas ladeiras, a cidade reúne história, cultura e tradição em um dos principais destinos turísticos do Nordeste.

Fundada em 1535, a cidade foi reconstruída após a invasão holandesa no século XVII, preservando um conjunto arquitetônico que hoje constitui um dos maiores patrimônios do Brasil.

Além do conjunto histórico, Olinda mantém uma intensa vida cultural. Ateliês, galerias de arte, feiras de artesanato, restaurantes e cafés ocupam antigos casarões, enquanto manifestações como o Carnaval e as celebrações religiosas preservam tradições que fazem parte da identidade da cidade.

Reconhecimento

A UNESCO reconheceu o Centro Histórico de Olinda por preservar um conjunto urbano que reflete o auge da economia do açúcar no Brasil colonial. O equilíbrio entre igrejas barrocas, conventos, jardins, casarões históricos e a vegetação tropical, distribuídos pelas colinas com vista para o mar, confere à cidade uma paisagem única.

Também contribuíram para o reconhecimento a preservação do traçado urbano, a autenticidade das construções históricas e a integração entre arquitetura e natureza, características que permanecem preservadas desde a reconstrução da cidade no século XVIII.

O que fazer

Entre os principais atrativos de Olinda estão:

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– Alto da Sé: principal cartão-postal da cidade, reúne a Catedral da Sé, feira de artesanato e um dos mirantes mais famosos de Pernambuco.
– Centro Histórico: caminhar pelas ladeiras é a melhor forma de conhecer casarões coloridos, ateliês, galerias e igrejas centenárias.
– Mosteiro de São Bento: um dos monumentos religiosos mais importantes de Olinda, conhecido pelo altar em madeira folheada a ouro.
– Igreja e Convento de São Francisco: considerado o primeiro convento franciscano do Brasil, reúne um importante conjunto de azulejos portugueses e arte sacra.
– Igreja da Misericórdia: construída no século XVI, oferece uma das vistas mais bonitas do litoral pernambucano.
– Mercado da Ribeira: antigo mercado colonial que hoje reúne ateliês de artistas e artesãos locais.
– Quatro Cantos: um dos pontos mais conhecidos do Centro Histórico, cercado por casarões coloridos e palco de manifestações culturais.
– Bonecos gigantes: símbolos do Carnaval de Olinda, podem ser visitados durante todo o ano em ateliês e espaços culturais da cidade.

Quando visitar

Olinda recebe visitantes durante todo o ano, mas alguns períodos tornam a experiência ainda mais especial:

– Carnaval: considerado um dos mais tradicionais do Brasil, reúne blocos de rua, bonecos gigantes, frevo, maracatu e outras manifestações da cultura popular.
– Semana Santa: celebrações religiosas movimentam igrejas e conventos históricos.
– Festival MIMO: evento reúne apresentações de música, cinema, oficinas e atividades culturais em diferentes espaços históricos da cidade.
– Natal de Olinda: programação cultural e religiosa espalhada pelo Centro Histórico.

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Ao longo do ano, a cidade também recebe feiras de artesanato, exposições, festivais gastronômicos e apresentações artísticas.

Como chegar

Olinda fica na Região Metropolitana do Recife, a cerca de sete quilômetros da capital pernambucana.

Para quem chega de avião, o acesso é feito pelo Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre. Do terminal até o Centro Histórico, o trajeto leva cerca de 30 minutos de carro, dependendo das condições do trânsito.

Quem viaja de carro pode acessar a cidade pela BR-101 e pela PE-015. Também há linhas regulares de ônibus e transporte por aplicativo ligando Recife ao Centro Histórico de Olinda.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela UNESCO por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 25 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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