Turismo

COP30: Belém deve receber mais de 50 mil turistas estrangeiros para Conferência da ONU

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O Governo do Brasil, por meio dos Ministérios do Turismo, de Portos e Aeroportos e da Cidades, entregou neste sábado (1º/11) duas importantes obras de infraestrutura em Belém (PA): a modernização do Aeroporto Internacional de Belém e a requalificação do Terminal Portuário de Outeiro. As intervenções somam mais de R$ 630 milhões em investimentos e fazem parte do conjunto de ações voltadas à preparação da capital paraense para sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em 2025.

O Aeroporto Internacional de Belém recebeu R$ 450 milhões em investimentos em melhorias que incluem a ampliação das áreas de embarque e desembarque, novos sistemas de climatização, iluminação e acessibilidade. Sob gestão da concessionária Norte da Amazônia Airports (NOA), a nova infraestrutura aumenta a capacidade operacional do aeroporto e amplia o conforto dos passageiros.

Já o novo Porto de Outeiro, localizado a cerca de 20 quilômetros do Parque da Cidade, passou por um amplo processo de requalificação, orçado em R$ 180 milhões, com recursos da Itaipu Binacional. A obra adequou o terminal para receber dois navios transatlânticos, contratados pelo Governo Federal, que servirão de hospedagem para delegações internacionais durante a conferência. O acesso à ilha também foi aprimorado com a inauguração, em outubro, de uma nova ponte ligando Outeiro à parte continental de Belém.

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O presidente Lula esteve acompanhado dos ministros Celso Sabino (Turismo), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Jader Filho (Cidades), Marina Silva (Meio Ambiente) e Rui Costa (Casa Civil), além do governador Helder Barbalho, do prefeito de Belém, Igor Normando, e de outras autoridades federais, estaduais e municipais.

Para o ministro do Turismo, Celso Sabino, as entregas representam um marco para o desenvolvimento regional e consolidam Belém como destino estratégico do turismo amazônico.

“O Aeroporto Internacional de Belém e o novo Terminal Portuário de Outeiro são símbolos de uma Amazônia moderna, preparada para receber o mundo. Essas obras fortalecem o turismo, geram emprego e renda e deixam um legado de infraestrutura que vai muito além da COP30, trazendo benefícios reais ao povo do Pará”, destacou o ministro.

CAPACIDADE AMPLIADA – Com as melhorias, Belém amplia sua capacidade para receber mais de 50 mil participantes durante a conferência, fortalecendo a economia local e a imagem do Brasil como referência em turismo sustentável e inclusivo.

Por Cíntia Luna

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

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Fonte: Ministério do Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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