Turismo

Especialistas destacam caminhos para o futuro do turismo durante debate em embarcação sustentável

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O painel Journey Across the Earth, realizado nesta terça-feira (18), no Barco da JAQ movido a hidrogênio, na Estação das Docas, em Belém (PA), reuniu especialistas do Brasil e do exterior para discutir como o turismo pode contribuir de forma efetiva para a agenda climática global. A ação integra a programação paralela do Ministério do Turismo durante a COP30, em Belém.

O encontro contou com a presença da secretária-executiva do Ministério do Turismo, Ana Carla Lopes, além de Virginia Fernández-Trapa, coordenadora de Programas de Ação Climática e Circularidade do Departamento de Relações Institucionais, Parcerias e Incidência Política.

João Ricardo Viegas, chefe do Escritório Internacional do Ministério do Turismo, abriu o debate reforçando que o turismo sustentável é hoje uma das alavancas mais eficientes de desenvolvimento econômico. Segundo ele, “o turismo é, acima de tudo, experiência”, destacando que o Pará desponta como um destino cada vez mais procurado por sua autenticidade, diversidade e riqueza ambiental. João também abordou processos regenerativos capazes de reduzir impactos e mitigar os efeitos das mudanças climáticas, ressaltando que inovação e sustentabilidade caminham juntas.

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Heitor Kadri, diretor da Organização Mundial do Turismo (UN Tourism), chamou atenção para os transportes, responsáveis por cerca de 50% das emissões globais relacionadas ao setor. Ele detalhou como a dependência de combustíveis fósseis impacta diretamente a atividade turística e defendeu a adoção de tecnologias e soluções sustentáveis para “que o turismo se torne um dos componentes menos poluentes do desenvolvimento econômico mundial”.

Já Narendra Ramgulam, diretor-adjunto de Turismo Sustentável da Caribbean Tourism Organization (CTO), trouxe exemplos práticos de iniciativas corporativas que vêm incentivando o uso de combustíveis limpos, fortalecendo cadeias da bioeconomia e promovendo parcerias com empresas comprometidas com a transição verde. Ele destacou programas que transformam resíduos gerados pelo turismo em novos produtos, criando valor, reduzindo poluição e gerando impactos econômicos positivos nas comunidades locais.

POLÍTICAS PÚBLICAS – Ao final do painel, Ana Carla Lopes agradeceu pela riqueza das informações e experiências compartilhadas ao longo dos dias de Boat Talks, destacando a importância dessas trocas para fortalecer políticas públicas e soluções inovadoras para o turismo sustentável no Brasil. “Em nome do Ministério do Turismo, agradeço imensamente pelas experiências trocadas aqui, que confirmam que a transição para um turismo mais verde é possível, necessária e já está em curso. Levar essas ideias para as políticas públicas é um compromisso nosso”, afirmou.

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Apesar dos desafios apresentados, os três painelistas convergiram em uma mensagem otimista: o turismo sustentável tem potencial para impulsionar emprego, renda e desenvolvimento, especialmente em regiões ricas em biodiversidade, como a Amazônia. A aposta no verde, concluíram, não é apenas uma necessidade climática, mas uma oportunidade econômica estratégica para o futuro.

Por Cléo Soares
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo

Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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