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Festa Junina conquista Argentina em ação inédita do Ministério do Turismo

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As Festas Juninas no Nordeste brasileiro ganharam as ruas de Buenos Aires, capital da Argentina, nesta terça-feira (17/03). Ao som do forró, uma quadrilha junina se apresentou em frente ao Obelisco, levando cor, música e tradição a um dos principais cartões-postais do país vizinho. A iniciativa inédita do Ministério do Turismo, em parceria com a Embratur e a Embaixada do Brasil na Argentina, transformou o espaço em um verdadeiro arraial brasileiro e despertou a curiosidade de argentinos e turistas que circulavam pela região.

O objetivo da ação é promover as Festas Juninas e os destinos do Nordeste. O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, acompanhou de perto a ativação. “As Festas Juninas do Nordeste são um dos maiores eventos culturais do Brasil e importantes agentes de desenvolvimento regional. Cidades como Caruaru, Campina Grande, Petrolina, Mossoró e Maracanaú recebem milhões de visitantes, movimentando a economia e gerando empregos. Ao promover o São João internacionalmente, valorizamos essa tradição e convidamos o mundo a viver essa experiência no Nordeste brasileiro”, destacou.

A iniciativa busca estimular a vinda de turistas argentinos durante o mês de junho, período tradicional das festas juninas e que, historicamente, registra menor fluxo de visitantes do país vizinho. A Argentina segue como o principal mercado emissor de turistas internacionais para o Brasil. Em 2025, ano em que o país alcançou o recorde de 9,2 milhões de visitantes estrangeiros, mais de 3,3 milhões eram argentinos — cerca de 37% do total.

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A ativação contou com a participação dos municípios de Maracanaú (CE), Mossoró (RN), Petrolina (PE), Caruaru (PE) e Campina Grande (PB), reconhecidos nacionalmente por seus festejos juninos e pela capacidade de estruturar o São João como uma experiência turística completa.

PROGRAMAÇÃO

A programação se estendeu por todo o dia. Pela manhã, foram realizadas ações culturais e produção de conteúdo promocional, com registros de quadrilheiros em trajes típicos em pontos emblemáticos de Buenos Aires. À tarde, a ativação ocupou o espaço público em frente ao Obelisco, com apresentações de quadrilha, interação com o público e captação de imagens para divulgação internacional, reforçando o caráter aberto e cultural da iniciativa.

Para fechar a ação, à noite, o ministro Gustavo Feliciano participou de encontro com representantes do trade turístico argentino e autoridades locais na Embaixada do Brasil em Buenos Aires.

FESTA JUNINA NO BRASIL

As Festas Juninas estão entre os principais motores da economia brasileira, ficando atrás apenas do Natal e do Carnaval em volume financeiro, mas liderando na geração de empregos diretos e indiretos em áreas como turismo, alimentação e montagem de estruturas. Em 2025, os festejos movimentaram cerca de R$ 7,4 bilhões, segundo projeções.

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Cidades como Campina Grande e Caruaru concentram algumas das maiores celebrações do país, mas a tradição se espalha por todo o Nordeste, com manifestações marcantes também em municípios como Mossoró, Maracanaú e Aracaju.

Além do impacto econômico, as festas juninas desempenham papel essencial na preservação da identidade cultural brasileira. Com danças, culinária típica e manifestações populares, os festejos fortalecem laços comunitários e mantêm vivas tradições que atravessam gerações.

“A ação em Buenos Aires reforça a estratégia do governo do presidente Lula de ampliar a presença do país no cenário internacional como destino turístico cultural. Ao levar uma experiência autêntica para fora das fronteiras, o Brasil aposta no encantamento direto do público estrangeiro, criando conexões emocionais e posicionando o Nordeste como um dos destinos mais vibrantes e desejados do mundo”, afirmou o ministro Gustavo Feliciano.

Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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