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Fuga de brasileiros do país sinaliza motivo alarmante

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Conheça dos destinos preferidos pelos aposentados brasileiros no exterior
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Conheça dos destinos preferidos pelos aposentados brasileiros no exterior


Quando o tão sonhado momento da aposentadoria chega, muitos imaginam dias tranquilos em casa, viagens ocasionais e uma vida sem grandes preocupações financeiras. Mas a realidade para boa parte dos brasileiros, infelizmente, se desenha bem diferente. E mais: um número crescente de aposentados está tomando uma decisão radical — deixar o Brasil para viver no exterior.

Não é apenas a busca por qualidade de vida que move essa mudança, mas também fatores que apontam para algo muito mais profundo: a insustentabilidade do sistema previdenciário brasileiro a longo prazo. 

Enquanto muitos ainda se perguntam se vale a pena sair do país depois de toda uma vida de trabalho, outros já estão de malas prontas. E os destinos preferidos podem surpreender até os mais viajados.

Portugal, como era de se esperar, continua sendo o principal refúgio dos aposentados brasileiros. O idioma comum facilita a adaptação, mas não é só isso. Cidades como Porto, Lisboa e Faro oferecem, além de belezas naturais, um sistema de saúde público robusto, segurança e um custo de vida equilibrado em comparação com outros países europeus.

Mas nem tudo são flores: a demanda crescente por imóveis em Portugal já começa a pressionar os preços, exigindo planejamento antecipado dos novos residentes.

Outros destinos que recebem brasileiros aposentados de braços abertos

A Espanha também desponta como favorita. Valência e Málaga, por exemplo, oferecem o melhor dos mundos: praias espetaculares, vida cultural vibrante e um sistema de saúde pública de alta qualidade.

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Mas para viver ali como aposentado, é preciso comprovar renda consistente — uma exigência que muitos brasileiros conseguem cumprir, graças à conversão favorável do euro para quem tem rendimentos fixos.

E se a ideia for permanecer mais perto do Brasil? Então o Uruguai surge como alternativa estratégica. Montevidéu e Punta del Este não apenas oferecem infraestrutura exemplar, mas também políticas de imigração amigáveis para aposentados estrangeiros.


O estilo de vida tranquilo, a proximidade geográfica e a possibilidade de manter raízes culturais tornam o Uruguai uma escolha cada vez mais popular.

Mas o fenômeno vai além da América do Sul ou da Europa. O Panamá, com seu famoso programa “Pensionado”, atrai aposentados oferecendo descontos em serviços médicos, lazer e transporte. México, Costa Rica e até o Equador também entram nessa lista de refúgios, cada qual com seu apelo especial — seja pelas belezas naturais, seja pelo custo de vida acessível.

Mas por que tantos brasileiros estão considerando essa mudança agora?

A resposta está nos dados. Segundo o Mercer Global Pension Index 2024, o Brasil ocupa a 33ª posição no ranking mundial dos melhores sistemas de previdência, com nota C no índice geral.

Embora apresente pontos fortes em renda e integridade, o Brasil recebeu a pior avaliação possível — nota E — no critério de sustentabilidade. Em outras palavras: o sistema atual não garante estabilidade a longo prazo.
Enquanto a Holanda lidera o ranking, seguida de perto por Islândia e Dinamarca, países com sistemas sólidos e previsíveis, o Brasil enfrenta um cenário preocupante.

E não se trata apenas de cortes de benefícios ou aumentos de idade mínima para aposentadoria: especialistas apontam para o risco real de colapso previdenciário, caso reformas estruturais não sejam implementadas com urgência.

Brasil ainda é um paraíso tropical; por que a corrida para fora?

Além das questões econômicas, fatores como violência, instabilidade política e falta de perspectivas de longo prazo pesam na balança.
E para muitos aposentados que trabalharam a vida inteira, o desejo de viver com dignidade supera o apego ao país de origem.

Ainda assim, emigrar para passar a aposentadoria no exterior não é uma decisão simples. Mas a cada ano, mais brasileiros buscam informações sobre vistos de residência, seguros internacionais e formas de transferir seus benefícios para outros países. E o movimento só tende a crescer.

Enquanto isso, quem permanece no Brasil assiste à lenta erosão de um sistema que, embora tenha acertos, já dá claros sinais de esgotamento.

E muitos se perguntam: será que o futuro da aposentadoria brasileira está mesmo garantido? Ou será que, em breve, mudar de país será mais uma necessidade do que uma escolha? A resposta não é algo tão simples, mas enquanto isso é preciso saber o que fazer para o futuro.


Fonte: Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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