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Kyoto: Novo Museu da Nintendo tem objetos nostálgicos e muitos jogos

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Kyoto: Novo Museu da Nintendo tem objetos nostálgicos e muitos jogos
Lucca Bessa

Kyoto: Novo Museu da Nintendo tem objetos nostálgicos e muitos jogos

Depois das duas áreas temáticas nos parques da Universal — uma terceira está a caminho —, a Nintendo inaugurou no dia 2 de outubro mais uma atração para os fãs dos videogames. O Nintendo Museum conta a história dos personagens, jogos e consoles e ocupa uma antiga fábrica da empresa na região metropolitana de Kyoto , no Japão .

O edifício foi inteiramente remodelado e ganhou uma decoração que remete aos jogos clássicos da franquia Mario Bros. Tudo para receber a exposição com uma série de atrações e objetos do acervo da companhia, que abordam desde os “hafanudas”, jogos de carta que originaram a Nintendo, até o Wii.

Para chegar ao museu, a Nintendo é categórica: não usem carros, motocicletas, táxis ou até mesmo bicicletas. No site, a empresa deixa claro que o lugar não possui estacionamento algum e recomenda pegar o trem da estação de Kyoto à estação Ogura, que fica a cinco minutos de caminhada do complexo.

Reconhecer o museu é fácil. A antiga fábrica passou por uma reforma que lhe fez parecer uma versão gigante do NES (Nintendo Entertainment System), console 8 bits que se tornou o primeiro grande sucesso da empresa.

Mas, se ainda restar alguma dúvida, os canos, blocos e cogumelos espalhados pelo jardim que separa os três prédios do museu devem dar a certeza de que se está no lugar certo. Aliás, até o próprio Mario se faz presente pendurado em um poste — como no jogo, quando ele se agarra na haste de uma bandeira para passar de fase.

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E assim é por todo o museu: uma calda de Pikachu saindo de um canteiro, um Pikmin escondido no telhado do prédio e mesmo bueiros desenhados com imagens de Pokémons fazem parte da decoração.

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No lado de dentro, os detalhes continuam com guarda-volumes em formato de cartuchos de GameBoy e máquinas de auto-serviço para comprar bebidas “fantasiadas” de Kirby. No térreo, há ainda uma lanchonete temática, a Hatena Burguer.

A visita começa pela parte que concentra o acervo histórico do museu. Há centenas de objetos que fizeram parte da história da Nintendo, com estantes dedicadas ao NES, ao Super Nintendo, ao Gameboy, ao DS, ao Wii… Ou seja, cada um dos consoles já feitos pela empresa estão lá — mesmo as edições especiais ou limitadas.

Cartazes de anúncios, capas e cartuchos dos principais jogos, brinquedos e outros itens, também. Acima das estantes — e das cabeças dos visitantes — controles gigantes de cada um dos consoles pendem do teto.

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Controles gigantes são destaque na sala com acervo histórico da Nintendo //Divulgação

Como não poderia ser diferente, o Nintendo Museum também é cheio de oportunidades para jogar. Há uma série de videogames que prometem ser disputados entre os visitantes.

Em uma deles, o objetivo é derrubar gumbas e fantasmas (os vilões dos jogos do Mario) como naqueles “tiro-ao-alvo” de parques de diversão. Em outra, uma máquina lança desafios que os jogadores devem cumprir com as mãos presas nas dos parceiro .

Para os nostálgicos, os consoles históricos também fazem parte da exposição, com mais de 80 jogos disponíveis. E, como se não bastassem os originais, há ainda versões gigantes de controles como o do Wii e o do Super Nintendo para serem jogados em dupla: um cuida dos botões, enquanto o outro mexe no joystick (veja na foto abaixo).

Uma mulher e uma criança se divertem jogando em um controle gigante no Nintendo Museum, Kyoto, Japão
Em uma das brincadeiras propostas, é preciso dividir um controle gigante com a sua dupla //Divulgação

No final da visita, os visitantes voltam para o começo da história da companhia. Há um andar todo dedicado aos hanafudas, jogos de carta tradicionais no Japão que foram o principal produto da Nintendo antes dos videogames.

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Lá, é possível aprender a jogar hanafuda em um ambiente decorado como uma casa japonesa tradicional, com tabuleiros dispostos sobre um tatami. Os hafanudas são todos preenchidos com gravuras e símbolos, e os visitantes pode ter a experiência de fazer suas cartas personalizadas pintando a mão esses desenhos.

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Se você não souber jogar hanafuda, fique tranquilo: o tabuleiro digital mostra instruções em tempo real para os jogadores. //Divulgação

Os hanafudas personalizados não são a única maneira de levar um pedacinho do Nintendo Museum para casa. Uma loja vende todo tipo de souvenir temático: desde camisetas estampadas com os nomes dos consoles até travesseiros enormes no formato dos controles do Nintendo 64 ou do Wii. É para dormir, literalmente, com a Nintendo na cabeça.

Serviço

Onde? Kaguraden-56 Oguracho, Uji, Kyoto, Japão. A melhor opção é pegar o trem da estação de Kyoto até a estação Ogura, que fica a cinco minutos da entrada do museu.

Quanto? 3.300 ienes (cerca de R$ 124*) para adultos, 2.200 ienes (cerca de R$ 82*) para adolescentes dos 12 aos 17 anos, e 1.100 ienes (cerca de R$ 41*) para crianças dos 6 aos 11. Para jogar o hanafuda, são 500 ienes (cerca de R$ 18*) por pessoa.

Quando? De quarta a segunda-feira, das 10h às 18h (última entrada às 16h30).

*Consulte a cotação do dia

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Fonte: Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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