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Minas Gerais: 6 atrações imperdíveis em São João del Rei

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Minas Gerais: 6 atrações imperdíveis em São João del Rei
Maurício Brum

Minas Gerais: 6 atrações imperdíveis em São João del Rei

Entre as Cidades Históricas Mineiras , São João del Rei é uma das que mais se desenvolveu economicamente, com comércio movimentado e trânsito nas ruas, mas conserva uma bela parte de seu patrimônio e costuma ser visitada em passeios de bate e volta a partir da vizinha Tiradentes , que fica a menos de 30 minutos de carro e a 40 minutos de trem Maria Fumaça (saiba mais a seguir). Veja seis atrações para conhecer em São João del Rei :

1. Maria Fumaça

O passeio de maria-fumaça leva os visitantes de São João del Rei a Tiradentes em uma viagem de cerca de 40 minutos por uma estrada de ferro, inaugurada em 1881 com a presença de Dom Pedro II. De dentro do vagão, os passageiros veem um pouco da região e acompanham as explicações do guia sobre a formação de Minas Gerais . O Museu Ferroviário , anexo à estação de São João del Rei , conta a história da estrada de ferro e da locomotiva. A passagem de ida e volta custa R$ 172 e as viagens ocorrem às sextas-feiras, sábados e domingos. É recomendado comprar o bilhete antecipadamente pelo site . Saiba mais sobre o passeio de maria-fumaça aqui. Rua Quintino Bocaiúva, 22

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Além das belezas históricas e naturais do trajeto, passeio permite testemunhar como operavam trens e estações do interior mineiro no século XIX Mathias M.H./Wikimedia Commons

2. Catedral Basílica Nossa Senhora do Pilar

A Catedral Basílica Nossa Senhora do Pilar foi construída em 1721 para substituir a capela da vila, que havia sido destruída durante um incêndio. Homenageando a santa padroeira da cidade, a igreja recebeu materiais e quadros da Corte de Portugal. A construção chama atenção pela influência neoclássica, com o teto em abóbada, e pelos altares entalhados. Rua Monsenhor Gustavo, 61. De segunda a sexta-feira, das 9h30 às 18h, e aos domingos, 9h30 às 11h.

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Templo é um dos pontos indispensáveis da cidade Fabio320/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons

3. Igreja de São Francisco de Assis

O projeto da portada de pedra-sabão é atribuído a Aleijadinho, mas teria sido modificado e executado por Francisco de Lima Cerqueira, outro grande artista da época. O interior é rico em detalhes barrocos e rococós, como o lustre de cristais Baccarat no altar-mor e as colunas curvilíneas que adornam os oratórios e púlpitos laterais. No cemitério da igreja, ao fundo, fica o túmulo do ex-presidente Tancredo Neves, nascido em São João del Rei. Praça Frei Orlando. De segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h; aos sábados, das 8h30 às 16h; e aos domingos, das 8h30 às 14h.

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Igreja de São Francisco de Assis chama atenção pelos elementos barrocos e rococós Tissiana de A. de Souza/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons

4. Igreja Nossa Senhora do Carmo

A construção apresenta características de várias fases do barroco. Da última, o interior todo branco e as cores que aparecem apenas nos detalhes de ouro e nas imagens dos santos. Na lateral da nave há uma escultura inacabada de Cristo sem os braços, de autor desconhecido. Praça Carlos Gomes. De terça a quinta-feira, das 8h às 17h, e aos domingos, das 6h às 17h.

Igreja de Nossa Senhora do Carmo em São João del Rei, Minas Gerais
A construção da Igreja de Nossa Senhora do Carmo foi concluída em 1732 Nádia Muniz/Wikimedia Commons

5. Museu Regional de São João del Rei

Depois de uma série de reformas, o Museu Regional de São João del Rei reabriu em março de 2024. O prédio restaurado de 1859 abriga peças como móveis, obras sacras e utensílios que registram os modos de vida de mineiros dos séculos 18 e 19. A entrada é gratuita. Rua Mal. Deodoro, 12. De terça a sexta-feira, das 10h às 17h; aos sábados, das 13h às 17h; e aos domingos, das 9h às 13h.

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Museu reabriu em março de 2024 após reformas Museu Regional de São João del Rei/Divulgação

6. Memorial Tancredo Neves

Fotos, documentos, cartas, jornais e painéis explicativos traçam um panorama cronológico da vida do político Tancredo Neves, de sua infância em São João del Rei ao ingresso na vida pública. O ponto alto da visita é o ambiente que exibe a máscara mortuária e capas de jornais anunciando a morte do então presidente eleito do Brasil. Infelizmente, o Memorial Tancredo Neves está temporariamente fechado para restauração no prédio e só é possível ver a estátua em homenagem ao político na frente da construção. R. Padre José Maria Xavier, 7. Sexta-feira, das 13h às 17h; e aos sábados e domingos, das 9h às 17h.

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Fonte: Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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