Turismo

Ministério do Turismo fortalece ações em Parques Nacionais para promover o turismo sustentável

Publicado em

A fim de fortalecer as economias locais e promover o turismo sustentável, o Ministério do Turismo (MTur) está intensificando a atuação em Parques Nacionais e Unidades de Conservação. A iniciativa é fruto de uma parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e à Embratur, selada por meio de um Acordo de Cooperação Técnica.

A colaboração estabelece diretrizes para qualificar a visitação dos espaços, incentivar o turismo de base comunitária, fortalecer a Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (RedeTrilhas) e valorizar sítios reconhecidos pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Cultura e a Ciência), como Patrimônios Naturais da Humanidade, Geoparques e Sítios Ramsar (áreas úmidas de importância Internacional).

Segundo a secretária-executiva do Ministério do Turismo, Ana Carla Lopes, as ações reforçam o papel do turismo como instrumento de conservação ambiental e desenvolvimento local. “Nosso compromisso é fazer do turismo uma ferramenta de valorização do patrimônio natural e de geração de oportunidades para as comunidades que vivem no entorno dos parques. Trabalhamos para garantir que a visitação ocorra de forma planejada, responsável e sustentável, fortalecendo a economia local sem comprometer o meio ambiente”, explica Ana Carla.

Leia Também:  Estação de trem de Taormina é uma das mais bonitas da Itália

Entre as frentes de atuação do Ministério do Turismo, destaca-se o apoio técnico à estruturação de concessões de serviços de visitação em Unidades de Conservação, em parceria com o ICMBio, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). O objetivo é aprimorar a experiência do turista, fomentar investimentos em infraestrutura e gerar oportunidades de emprego e renda nas comunidades locais.

Os projetos incluem áreas de conservação emblemáticas, como o Parque Nacional do Iguaçu (PR), o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PE), o Parque Nacional de Brasília (DF) e o Parque Nacional de Sete Cidades (PI).

PARCERIAS – Outro destaque é uma parceria com a Unesco, por meio do Projeto de Cooperação Técnica Internacional (PRODOC 2020-2025), que promove o mapeamento do potencial de investimento privado em parques-chave. Os estudos focaram em quatro unidades: Chapada dos Guimarães (MT), Jericoacoara (CE), Lençóis Maranhenses (MA) e Serra da Bodoquena (MS).

Atualmente, estão em andamento estudos técnicos para concessões nas Florestas Nacionais de Ipanema (SP) e Passa Quatro (MG), consideradas projetos-piloto para o desenvolvimento de modelos de referência em gestão turística sustentável.

Leia Também:  Planejando viajar? Dicas para enfrentar o enjoo em carros, aviões e navios

O Ministério do Turismo também conduz tratativas no sentido de firmar um acordo com a Vale S.A. e o ICMBio voltado ao Parque Nacional dos Campos Ferruginosos (PA). A parceria busca fomentar o turismo sustentável, qualificar a experiência do visitante e valorizar as comunidades locais, aliando desenvolvimento e conservação ambiental.

PROMOÇÃO – Além da estruturação de concessões para serviços de apoio ao turismo e à visitação, o Ministério do Turismo também atua no campo da promoção e da comunicação. Em conjunto com a Embratur, o ICMBio e o Instituto Semeia, foram definidas estratégias de modo a divulgar internacionalmente o turismo de natureza no Brasil. O trabalho envolve a produção de conteúdos audiovisuais, catálogos digitais e roteiros integrados, reforçando o posicionamento do país como destino de ecoturismo e aventura.

Outra frente de destaque é a Política Nacional de Gestão Turística do Patrimônio Mundial Cultural e Natural, voltada à preservação e ao fortalecimento da visitação em áreas reconhecidas pela Unesco, a exemplo do Parque Nacional da Serra da Capivara (PI).

Por Lívia Albernaz 

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo 

Fonte: Ministério do Turismo

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Turismo

Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

Published

on

Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

Leia Também:  Nova York: Uber lança serviço de van do aeroporto LaGuardia

Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

Leia Também:  Oktoberfest de Blumenau 2024: programação, ingressos e valores

Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

BOA VISTA

RORAIMA

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA