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Pampa combina natureza, turismo rural e patrimônio cultural

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O Pampa está presente exclusivamente no Rio Grande do Sul e acompanha boa parte das paisagens do sul e do oeste do estado. Campos, coxilhas, banhados, matas e pequenas áreas de vegetação formam um cenário que também ajuda a contar a história e os costumes da região. Toda essa diversidade se reflete na fauna e na flora, com cerca de 3 mil espécies de plantas, 102 espécies de mamíferos, 476 espécies de aves e 50 espécies de peixes.

Para quem visita a região, o Pampa oferece experiências variadas: turismo rural em estâncias, cavalgadas, observação de aves, passeios pela natureza, cicloturismo, visitas a vinícolas e produtores de azeite, além de gastronomia e cidades que preservam parte da história do Rio Grande do Sul.

Campos, estâncias e sabores

Na Região Turística Pampa Gaúcho, municípios como Bagé, Caçapava do Sul, Candiota, Dom Pedrito, Lavras do Sul, Pinheiro Machado e Santana do Livramento combinam as paisagens de campos e coxilhas com experiências ligadas à vida no campo e à produção de vinhos e azeites.

Em Bagé, a paisagem do Pampa divide espaço com prédios históricos e atividades culturais. O município faz parte do Caminho Farroupilha Cultura & Tradição Gaúcha e oferece roteiros de cicloturismo. Entre os atrativos estão a Casa de Cultura Pedro Wayne e a Cidade Cenográfica de Santa Fé.

Já Caçapava do Sul reúne natureza e história. A cidade foi a segunda capital da República Rio-Grandense durante a Revolução Farroupilha e faz parte do Caminho Farroupilha. As formações rochosas e os campos da região da Campanha completam o cenário.

O vinho também faz parte da experiência no Pampa. Em Santana do Livramento, a Rota da Ferradura dos Vinhedos reúne vinícolas, propriedades rurais e paisagens típicas da região. O município oferece passeios por estâncias, museus e antigas charqueadas, locais de produção de charque (carne bovina salgada e seca).

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Natureza e identidade cultural

Na Região Turística Fronteira, municípios como Alegrete, Barra do Quaraí, Itaqui, Manoel Viana, Quaraí, São Gabriel e Uruguaiana mostram uma outra face do Pampa, marcada pela relação entre natureza, história e cultura da fronteira. Turismo rural, estâncias, gastronomia e tradições gaúchas fazem parte das experiências oferecidas aos visitantes.

Um dos destaques naturais é a Área de Proteção Ambiental Ibirapuitã, que abrange os municípios de Alegrete, Quaraí, Santana do Livramento e Rosário do Sul. A unidade protege ambientes naturais e elementos ligados à cultura do gaúcho da fronteira e tem entre seus objetivos o incentivo ao turismo ecológico. Entre os atrativos estão o Rio Ibirapuitã, a Lagoa do Parobé, o Balneário Caverá, a Ruína dos Cambraias, o Cerro de Tarumã e o Morro das Caveiras.

No extremo oeste do estado, o Parque Estadual do Espinilho, em Barra do Quaraí, protege uma vegetação característica da região. Com 1.617 hectares, o parque reúne campos com árvores espalhadas e espécies como espinilho, inhanduvá, algarrobo e quebracho-branco. O espaço permite atividades de turismo ecológico, educação ambiental e observação de aves.

Em Uruguaiana, às margens do Rio Uruguai, natureza, história e vida rural se encontram. A cidade oferece um roteiro histórico-cultural pelo centro e mantém referências às antigas estâncias jesuíticas. A produção de vinhos, queijos artesanais e a criação de cavalos fazem parte das experiências locais.

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Patrimônio, águas e paisagens do Sul

O Pampa também se aproxima das paisagens de lagoas e do litoral na chamada Costa Doce. A região reúne municípios como Pelotas, Rio Grande, Jaguarão, Piratini, Santa Vitória do Palmar, São Lourenço do Sul e Tavares, onde patrimônio histórico, lagoas, turismo rural e cultura se encontram.

Em Pelotas, as antigas charqueadas ajudam a contar a história da cidade e da economia da região. O município é conhecido pelos doces de tradição portuguesa e faz parte do Caminho Farroupilha Cultura & Tradição Gaúcha.

Em Rio Grande, a relação com as águas é um dos destaques. A cidade fica na margem sul do estuário que liga a Lagoa dos Patos ao Oceano Atlântico e reúne museus, prédios históricos, o balneário Cassino e os Molhes da Barra (estruturas que protegem a entrada do porto).

Em Jaguarão, o patrimônio arquitetônico é um dos principais atrativos. O Conjunto Histórico e Paisagístico da cidade é protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Entre os espaços preservados está o Teatro Esperança, inaugurado em 1898 e reconhecido como patrimônio histórico do Rio Grande do Sul e, posteriormente, como parte do conjunto protegido em nível nacional.

Já em Piratini, o visitante pode conhecer parte da história política e social do século 19 pelas ruas, casarões e espaços ligados à Revolução Farroupilha. A cidade foi capital da República Rio-Grandense e mantém atrativos como a Casa de Garibaldi, a Casa de Camarinha e a antiga Cadeia Municipal.

Por Isadora Lionço

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo

Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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