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Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba: santuário de lagoas costeiras e biodiversidade preservada no litoral fluminense

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Localizado no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro, abrangendo os municípios de Macaé, Carapebus e Quissamã, o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba reserva aos visitantes uma surpreendente riqueza hídrica e paisagística. Fundada em 1998, a unidade possui um ecossistema caracterizado pelo forte contraste entre o solo arenoso e a abundância dos espelhos d’água.

Ao longo dos seus 44 quilômetros de praias praticamente intocadas, o parque abriga um complexo de cerca de 18 lagoas costeiras de águas límpidas, como as de Carapebus, Paulista, Comprida, de Jurubatiba e Encantada. Caminhar por trilhas sombreadas pela vegetação de restinga nas primeiras horas da manhã ou contemplar o pôr do sol refletido em águas calmas é uma ótima dica.

Esse grande mosaico ecológico serve de refúgio para uma vasta biodiversidade, reunindo espécies raras de flora, peixes, anfíbios e dezenas de aves migratórias e residentes, que utilizam a área como ponto de alimentação e reprodução.

Para os mais aventureiros, a Restinga de Jurubatiba proporciona atividades que vão além dos banhos de lagoa. Passeios de caiaque pelo Canal de Campos-Macaé – obra histórica do século XIX que cruza a reserva – e trajetos percorridos de bicicleta ou a bordo de veículos autorizados revelam a harmonia entre história, cultura local e conservação.

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Jurubatiba representa uma das maiores e mais bem preservadas extensões contínuas de restinga do litoral brasileiro, constituindo também um laboratório vivo para pesquisas científicas e um modelo de ecoturismo sustentável no Estado do Rio.

Como chegar

A principal porta de entrada para o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba é o município de Macaé ou a capital do Estado. A partir da cidade do Rio de Janeiro (RJ), o acesso terrestre principal utilizas a rodovia BR-101 no sentido Norte, seguindo em direção a Macaé, Carapebus ou Quissamã, em uma viagem de cerca de 3 a 4 horas.

Por se tratar de uma unidade de conservação de proteção integral, há restrições e regulamentações para o acesso de veículos em determinadas áreas. A visitação às trilhas e lagoas é realizada preferencialmente a pé, de bicicleta ou por meio de passeios aquáticos e de veículos credenciados, com acompanhamento de condutores ambientais autorizados pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), garantindo o mínimo impacto ambiental e a total preservação desse verdadeiro tesouro fluminense.

Por André Martins

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Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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