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Passarela do Caranguejo é point gastronômico de Aracaju

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Passarela do Caranguejo é point gastronômico de Aracaju
Maurício Brum

Passarela do Caranguejo é point gastronômico de Aracaju

Por um capricho geográfico, a capital sergipana floresceu cercada pelo mar, o rio Sergipe e extensos manguezais, o que levou a economia e a culinária local a valorizar um crustáceo que é abundante por lá: o caranguejo. A importância do bichinho é tamanha que rendeu o batismo do principal polo de vida noturna e gastronomia da cidade, a Passarela do Caranguejo.

A extensão da passarela, na orla do Atalaia, conta com diversos tipos de restaurantes e bares, desde culinária sergipana até botecos que tocam forró madrugada adentro.

Para homenagear o mascote da cidade e servir de referência para encontrar a passarela, foi instalada a escultura de um caranguejo de dimensões colossais, com 7m de largura e 2,3m de altura feita pelo artesão sergipano Ary Marques Tavares. Tão difícil quanto não notar o bichão é passar sem tirar uma foto.

Onde comer e beber na Passarela do Caranguejo

O corredor gastronômico mais famoso de Sergipe conta com mais de 50 estabelecimentos, entre bares e restaurantes, que protagonizam a vida noturna da cidade.

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Se você está mirando numa saída mais familiar e quer uma refeição com mais elementos da culinária sergipana, uma ótima opção é o Pitú com Pirão da Eliane . O local está em atividade há décadas, oferece um ambiente aconchegante e com comida muito saborosa, o que inclui, obviamente, o caldo de pitu com leite de coco natural.

Outra boa pedida de comida típica é o Rei da Sopa , onde é servido um elogiado creme de charque e macaxeira (conhecido como aipim ou mandioca no resto do Brasil). Apesar do nome, o local também tem outros pratos que não envolvem caldos.

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A Passarela do Caranguejo é o ponto mais movimentado de Aracaju durante o Réveillon e o Carnaval, então a área também conta com locais que misturam comida com música e dança. A Casa de Forró e Restaurante Cariri é o melhor exemplo disso, com um ambiente acolhedor, colorido e decorado com elementos regionais, além de um forrozinho tocando para quem visita à noite. Entre os pratos mais famosos, a dica é a moqueca de camarão.

Mas nem só de caranguejo e frutos do mar vive a passarela. Em praticamente todas as casas é possível encontrar o infalível franguinho com purê de batatas e opções vegetarianas. Um pouco mais para o norte da orla você encontra a churrascaria Sal e Brasa .

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Por mais que o foco da movimentação seja a noite, a Passarela do Caranguejo fica ao lado de quadras esportivas públicas e também da praia de Atalaia, com diversas opções de lazer que vão além da gastronomia.

A área da Praia da Atalaia tem diversos hotéis localizados mais ao norte da orla. Se você está viajando e se hospedou por lá, basta ir até a orla e caminhar até se deparar com a inconfundível escultura do Caranguejo gigante feita por Ary Tavares, que ao fundo encontrará o corredor gastronômico da Passarela do Caranguejo, com os restaurantes se espalhando ao longo da Avenida Santos Dumont.

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Fonte: Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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