Turismo

Porto Velho (RO): verão amazônico, história viva e identidade às margens do Rio Madeira

Publicado em

Às margens do Rio Madeira, no norte do Brasil, Porto Velho é uma cidade marcada por encontros de povos, culturas e histórias que moldam a Amazônia ocidental. Capital de Rondônia, o município carrega uma identidade ligada aos ciclos econômicos, às migrações e à relação com o rio.

Fundada oficialmente em 1914, Porto Velho surgiu a partir da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, um dos empreendimentos mais emblemáticos da história brasileira. Desde então, consolidou-se como ponto estratégico de circulação, trabalho e resistência, reunindo povos indígenas, nordestinos, caribenhos, europeus e populações ribeirinhas em um mesmo território amazônico.

Rio Madeira: verão, vida e convivência

No verão amazônico, o Rio Madeira assume protagonismo absoluto. Suas águas, que historicamente conduziram pessoas e mercadorias, revelam praias de areia clara que se transformam em espaços de encontro, descanso e celebração. A Praia de Santo Antônio é uma das mais conhecidas, atraindo moradores e visitantes em busca de banhos refrescantes, pôr do sol e momentos de convivência à beira-rio.

Estrada de Ferro Madeira-Mamoré: patrimônio da Amazônia

Leia Também:  Arena do Grêmio: como é o tour no estádio do time em Porto Alegre

Símbolo maior da cidade, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré foi construída no início do século XX para escoar a produção de borracha da região. Conhecida como a “Ferrovia do Diabo”, a obra deixou marcas profundas na história da Amazônia.

Atualmente, o complexo ferroviário é um dos principais patrimônios culturais de Porto Velho, reunindo museus, locomotivas históricas e espaços de memória que contam a saga dos trabalhadores que ajudaram a erguer a cidade.

Diversidade cultural

Porto Velho é território de povos indígenas como os Karitiana, Kaxarari e Suruí, cujas culturas seguem presentes na região. A essa base indígena se somam as influências de migrantes nordestinos, bolivianos e de outras partes do Brasil, formando um mosaico cultural diverso e singular.

Essa diversidade se manifesta na música, nas festas populares, na culinária e nas narrativas orais que atravessam gerações, reforçando o sentimento de pertencimento e resistência amazônica.

Sabores do verão amazônico à mesa

A gastronomia local traduz a mistura de culturas que formam Porto Velho. Peixes como tambaqui, jaraqui e pirarucu aparecem em caldeiradas, assados e moquecas, acompanhados por banana, macaxeira, farinha regional e o açaí consumido de forma tradicional.

Leia Também:  Com faturamento recorde de R$ 23,9 bilhões, operadoras de turismo registram o maior valor da história em 2025

A comida é farta e carregada de memória, refletindo diretamente a vida ribeirinha e a história dos trabalhadores que ajudaram a construir a cidade.

Como chegar

Porto Velho possui o Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira de Oliveira, com voos regulares para outros destinos do país. O acesso terrestre é feito principalmente pelas BR-364 e BR-319, enquanto o Rio Madeira mantém a tradição do transporte fluvial e da integração regional.

Conheça o Brasil

O Programa Conheça o Brasil: Voando tem como objetivo incentivar e facilitar as viagens dos brasileiros dentro do país. A iniciativa do Ministério do Turismo, em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) e as companhias Azul, Gol, Latam e Voepass, reúne esforços para democratizar o acesso à aviação civil e reduzir os custos operacionais das empresas aéreas. As ações contribuem para aprimorar o ambiente de negócios e ampliar a competitividade do mercado aéreo nacional.

Por Fernando Asssunção
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Turismo

Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

Published

on

Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

Leia Também:  Arena do Grêmio: como é o tour no estádio do time em Porto Alegre

Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

Leia Também:  Websérie do MTur revela histórias e bastidores do "Maior São João do Mundo", em Campina Grande (PB)

Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

BOA VISTA

RORAIMA

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA