Turismo

Região Sul do Brasil traz contato com a natureza e cultura local como destaques no Catálogo de Experiências Turísticas do Brasil

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O Catálogo de Experiências Turísticas do Brasil – Edição COP30, elaborado no âmbito do Ministério do Turismo, destaca uma série de possibilidades turísticas na Região Sul do Brasil. Os roteiros reúnem amplo contato com a natureza, a cultura e a ancestralidade dos estados, permitindo aos visitantes experiências inesquecíveis. Destinos para aqueles que gostam de esporte e aventura também estão presentes no guia da região.

PARANÁ – O Catálogo abre o estado paranaense destacando a Experiência no Território Apepú, nos municípios de Foz do Iguaçu e São Miguel do Iguaçu. O roteiro começa com imersão sensorial na plantação de eucalipto, seguida pela Torre Histórica de Observação, que revela vistas panorâmicas do Parque Nacional do Iguaçu. A Capela Quilombola Apepú marca a espiritualidade e resistência da comunidade, enquanto a Trilha Apepú leva os visitantes por 7 km de mata preservada até o Córrego Apepú, onde é possível relaxar em águas cristalinas.

Já os Caminhos do Iguaçu é uma trilha de longo curso que conecta outras quatro da região: Rota dos Pioneiros, Rota da Fé, Caminho Coluna Prestes e Caminho do Peabiru. Essas trilhas interligam os 19 municípios contemplando a cultura, história, atrativos da região. Já o roteiro Entre Indígenas e Caiçaras está dividido em dois territórios distintos. No litoral paranaense, em meio à exuberância da Mata Atlântica preservada, a experiência Segredos do Paraná convida os visitantes a um mergulho sensorial por meio da gastronomia de identidade. No interior do estado, no Território Gralha Azul, a jornada é guiada pela ancestralidade e diversidade cultural.

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RIO GRANDE DO SUL – O Catálogo abre os roteiros do estado com a Serra Gaúcha, no município de Bento Gonçalves, a capital brasileira do vinho, que é referência nacional em enoturismo, com mais de 150 vinícolas que oferecem experiências únicas e pioneiras no Brasil, incluindo vinhos e espumantes com denominação de origem. Além do vinho, o município se destaca pelo turismo de natureza, esportivo e de aventura.

Na Georrota Cânions do Sul, o turista terá experiências com a natureza e paisagens singulares e com rica oferta no segmento de turismo rural, geoturismo e turismo de aventura. Além disso, o Caminhos dos Cânions do Sul foi designado como um dos Geoparques Mundiais da Unesco em 2022. Já o Tour Pé da Cascata, na cidade de Canela, combina trilha leve até a base da Cascata do Caracol, mirante suspenso “balanço infinito”, paisagens exuberantes e história local.

SANTA CATARINA – Em Santa Catarina, o guia apresenta o Circuito de Cicloturismo Caminhos do Grande Oeste, que percorre 26 municípios catarinenses. O trajeto contempla paisagens cênicas e mais de 70 atrativos turísticos naturais, culturais e gastronômicos.

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Já a Observação de Baleias na Rota da Baleia Franca litoral sul de Santa Catarina abriga um dos mais belos espetáculos naturais do Brasil: a chegada das majestosas baleias-francas, que todos os anos percorrem milhares de quilômetros desde as geladas águas da Antártica para encontrar abrigo nas enseadas tranquilas entre Laguna, Imbituba e Garopaba, onde dão à luz e amamentam os filhotes. A região é chamada de Rota da Baleia Franca. O encontro é exclusivamente terrestre para evitar o impacto ambiental por mar.

Por Marco Guimarães

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo 

Fonte: Ministério do Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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