Turismo

Relação entre os países permite diversos avanços, inclusive no turismo, diz embaixador do Brasil na China durante participação no Salão do Turismo

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O embaixador do Brasil na China, Marcos Galvão, afirmou que a relação entre os países permite avanços em diversos setores, entre eles o turismo. Ele participou, por vídeo, do seminário sobre o Ano Cultural Brasil-China realizado nesta sexta-feira (08), durante o Salão do Turismo, que acontece no Centro de Eventos do Ceará até este sábado (09).

“Brasil e China vivem um momento muito produtivo em suas relações, com um diálogo político consistente, com um crescimento do intercâmbio e ampliação da cooperação bilateral. Tudo isso cria um ambiente especialmente favorável para avançarmos em todas as áreas, entre elas, o turismo. O Brasil desperta forte curiosidade do mercado chinês, com seus atrativos icônicos, além de sua música, gastronomia, natureza e diversidade cultural”, destacou.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o Brasil reúne todos os atributos para atração de turistas chineses. “O Brasil tem excelentes roteiros e atrativos que despertam muito interesse dos turistas chineses, como a Amazônia e o Pantanal, a nossa fauna e flora, e os diversos biomas. Estarmos prontos para recebê-los é fundamental, e o Ministério do Turismo trabalha ativamente para que isso aconteça”, afirmou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

No último ano, o país recebeu 103.122 turistas chineses, um aumento de 35% em relação a 2024, quando foi registrada a chegada de 76.524 visitantes do país asiático. “Já no primeiro trimestre deste ano, o aumento foi de 30,5% em relação a igual período do ano passado, totalizando 26.401 turistas chineses”, disse o ministro Gustavo Feliciano.

AÇÕES

Neste ano, de celebração do Ano Cultural Brasil-China, o Ministério do Turismo abriu credenciamento para agências de turismo interessadas em atuar no planejamento e na recepção de turistas chineses no Brasil. A medida busca qualificar a oferta turística nacional, de olho nesse mercado estratégico. No total, 326 agências estão aptas, hoje, a oferecer o serviço.

A revista “Tendências do Turismo” de 2026, feita em parceria pelo Ministério do Turismo e Embratur, destaca que a China deverá ocupar uma das primeiras posições como emissores de turistas em todo o mundo até 2050, ao lado de Índia e Estados Unidos.

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“O Brasil é um dos destinos mais procurados por turistas chineses na América Latina. Mas, para conseguir estimular ao máximo esse fluxo de turistas, é importante reconhecer que o mercado chinês apresenta algumas particularidades”, declarou a secretária-executiva do Ministério do Turismo, Fernanda Norat.

“O Ministério do Turismo entende que o Ano Cultural Brasil-China representa uma ótima oportunidade para aprofundar a cooperação bilateral e consolidar o Brasil como um destino cada vez mais preparado para receber os turistas chineses”, afirmou ela.

OPORTUNIDADE

Para Zhang Zhiyun, conselheiro cultural da embaixada da China no Brasil, que reuniu uma série de sugestões de diversas associações chinesas, as companhias aéreas dos dois países precisam trabalhar juntas para aumentar a frequência de rotas, tendo em vista um possível aumento no número de turistas chineses visitando o Brasil. O anúncio do fim da exigência do visto para chineses trouxe novas perspectivas para o setor.

“É preciso solucionar a escassez de voos diretos. As viagens são muito longas e cansativas e as conexões são demoradas. O setor turístico chinês pede para que as companhias aéreas trabalhem juntas, especialmente para os voos em alta temporada”, ressalta Zhiyun.

João Ricardo Viégas, chefe da Assessoria Especial de Relações Internacionais do Ministério do Turismo, destacou a estratégia de stopover – possibilidade de fazer uma parada intermediária entre destinos, como forma de tornar a viagem mais agradável para o turista chinês.

“O turista chinês gasta, em média, 20 dias viajando. Ele não vai fazer uma viagem de 30 horas para ficar apenas uma semana. Se ele vai passar 20 dias é estratégico que ele faça uma rota que passe por Santiago, fique por lá 2 ou 3 dias e venha para cá. Essas rotas integradas podem ser mais fáceis para adaptação”, afirmou.

Outro ponto abordado no seminário foi o idioma. A maioria dos turistas chineses utiliza predominantemente o mandarim, e alguns possuem dificuldade de comunicação em inglês ou português. A avaliação posta em debate entre os painelistas é que isso pode ser aprimorado em hotéis, aeroportos, restaurantes, atrações turísticas e serviços de transporte.

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HÁBITOS

As diferenças culturais entre os dois países também estiveram em debate. O turista chinês possui hábitos de consumo, alimentação e comportamento que podem ser diferentes dos padrões brasileiros. Muitos valorizam, acima de tudo, conectividade digital e rapidez no atendimento. Além disso, há preferências específicas relacionadas à alimentação, horários e formas de recepção. Compreender essas características e adaptar parte da oferta turística pode gerar maior satisfação e fortalecer a imagem do Brasil como destino acolhedor.

“A China está absolutamente digitalizada e está reinventando a experiência hoteleira. Existe um hotel na China absolutamente tecnológico, com integração de dados, automação e inteligência artificial. Não há check-in físico, é feito por reconhecimento facial. No elevador, a leitura é pela íris dos olhos e você chega no seu andar. A experiência é hiperpersonalizada”, explica José Ricardo Luz Junior, co-chairman e CEO Lide China, grupo de líderes empresariais e que trabalha com o mercado chinês há mais de 20 anos.

SERVIÇO:

Data: 7 a 9 de maio

Local: Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza

Entrada: Gratuita e aberta ao público.

Como se inscrever

Para participar do evento é necessário se inscrever. O cadastro pode ser feito aqui. A entrada é gratuita.

Passo a passo:

  • Acesse www.gov.br/turismo/pt-br/salaodoturismo
  • Na aba “Inscreva-se”, clique em “Visitantes”.
  • Informe seu e-mail ou WhatsApp e siga as instruções 
  • Insira seu nome, e-mail e CPF
  • Em seguida escolha as atividades das quais deseja participar (Se quiser apenas circular pelo Salão, deslize até o fim)
  • Informe a data de nascimento e o nome da mãe

Pronto! Inscrição realizada. Um QR Code será gerado e também enviado por e-mail para ser apresentado na entrada do evento.

Como chegar: Confira as rotas para o Centro de Eventos.

Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

João Pedrini: (63) 99125-9853

Natália Moraes: (61) 99202-7509

Marco Guimaraes: (61) 99689-4646

Lianne Ceará: (88) 99901-3201

Victor Mayrink: (61) 99161-3220

Fonte: Ministério do Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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