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Santa Catarina: 8 passeios em Garopaba

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Santa Catarina: 8 passeios em Garopaba
Maurício Brum

Santa Catarina: 8 passeios em Garopaba

A 75 quilômetros de Florianópolis, Garopaba é um destino curinga. Em tese, não tem tempo ruim já que o mar é sempre gelado. No verão as praias lotam, no inverno surge o espetáculo das baleias francas e em qualquer época do ano há trilhas para curtir a natureza, que é pródiga naquele pedaço ao sul da capital. Reduto de gaúchos, o destino tem vida o ano inteiro. Confira oito dicas para conhecer Garopaba.

Praia da Ferrugem

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Ferrugem é ponto procurado por surfistas Felipe Reis/Flickr

A Ferrugem é o destino certo para surfistas e o ponto preferido dos jovens nessa região do litoral catarinense – em especial na época de Carnaval. Também dá para se programar para acompanhar campeonatos de surfe sediados no local. A orla é coberta por vegetação, então a praia também é um ótimo ponto para aproveitar a sombra e fazer um piquenique em família.

Morro do Índio

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Vista aérea do Morro do Índio Secretaria de Turismo, Esporte e Desenvolvimento de Garopaba/Divulgação

O maior sítio arqueológico de Garopaba guarda conchas e registros dos povos originários, marcas de mais de 5 mil anos atrás. Também há inscrições nas rochas que indicam pontos em que populações originárias produziam utensílios de trabalho com pedras.

O Morro do Índio fica na parte sul da praia da Ferrugem, na divisa com a praia da Barra e pode ser acessado a pé – a recomendação é não sair do caminho já demarcado para não danificar o sítio arqueológico.

Mercado do Produtor

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Seja para quem vai passar férias mais longas em Garopaba e quer conhecer pontos para comprar produtos locais ou para quem está em busca de um lugar para um lanche, o Mercado do Produtor é uma boa opção. Produtos artesanais e locais, como pães, cogumelos, massas caseiras, queijos e geleias são comercializados às sextas e sábados, das 8h às 13h, e às quintas, das 17h às 21h. Há uma praça de alimentação com área interna e externa no local. Fica ao lado da rodoviária.

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Praia do Siriú

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Praia do Siriú Secretaria de Turismo, Esporte e Desenvolvimento de Garopaba/Divulgação

No norte da praia do Siriú, a lagoa que dá nome ao local corre paralela ao mar, criando uma opção a mais para aproveitar a praia. As grandes dunas também permitem praticar sandboard e outros esportes na areia. No costão há um mirante de onde se avista baleias francas no inverno.

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Centro Histórico de Garopaba

A arquitetura do centro da cidade praiana é marcada por construções da época da imigração açoriana. A Igreja São Joaquim guarda parte da história da ocupação portuguesa no litoral catarinense, e foi inspirada pela Igreja de Nossa Senhora da Graça em Olinda. Não deixe de conhecer o café Casa do Padre, que fica em uma casa muito agradável colada na igreja. Esteja lá no fim de tarde para a aproveitar a vista e o astral.

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Baleias francas no litoral

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Baleia franca no litoral catarinense Geraldo D’Alascio/CC BY-SA 4.0/Wikimedia Commons

Nos séculos 18 e 19, Garopaba era sede para uma armação baleeira, estrutura construída para produzir e distribuir o óleo das baleias caçadas na costa. O abate dos animais seguiu até a década de 1970. Hoje, o foco é na preservação das baleias, que só podem ser vistas de longe, de julho a novembro. Nas cidades de Garopaba, Imbituba e Laguna, passeios guiados são oferecidos para avistar as baleias. Saiba mais sobre os avistamentos .

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Praia de Garopaba

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Praia de Garopaba também é chamada de Praia Central Secretaria de Turismo, Esporte e Desenvolvimento de Garopaba/Divulgação

Também chamada de Praia Central, é a que tem mais estrutura na região. É bom reservar um dia inteiro para bater perna, aproveitar o mar, a areia, comer peixe feito e passear pelas lojas do comércio local.

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Trilha da Pedra Branca

O ecoturismo é mais um atrativo de Garopaba. Ao final desta trilha de cerca de 2km de subida em meio a vegetação nativa da Mata Atlântica, o visitante pode vislumbrar uma paisagem panorâmica do litoral. A trilha passa por uma cachoeira. Considere cerca de uma hora para chegar até o topo porque a subida é íngreme, evite dias de muito calor, leve água e protetor solar.

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Fonte: Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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