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São Paulo: Casa Museu Ema Klabin recebe Festival da Lituânia

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São Paulo: Casa Museu Ema Klabin recebe Festival da Lituânia
DA REDAÇÃO

São Paulo: Casa Museu Ema Klabin recebe Festival da Lituânia

Nos dias 2 e 3 de novembro, das 11h às 18h, a Casa Museu Ema Klabin , em São Paulo , sediará a quinta edição do LABAS – Festival da Lituânia . Com entrada gratuita, o evento oferecerá uma imersão na cultura e na gastronomia deste país do norte da Europa.

O público poderá conferir espetáculos típicos de danças e músicas folclóricas, exposições, oficinas e palestras. Além disso, haverá uma variedade de produtos artísticos, artesanais e decorativos disponíveis para compra, incluindo peças em marchetaria, pinturas com paisagens lituanas, ovos pintados à mão ( margučiai ), esculturas, entre outros. As crianças poderão aprender, de forma lúdica, um pouco sobre a cultura e a língua lituana, uma das mais antigas do mundo.

Instrumento e dança folclóricos

O público poderá conhecer mais sobre um instrumento típico da Lituânia , o birbynê , uma espécie de flauta de madeira. O instrumento será apresentado e tocado pelo músico Egidijus Ališauskas, professor associado da Academia Lituana de Teatro e Música (LMTA), maestro chefe e diretor da Orquestra do Exército Lituano e da Orquestra Folclórica da LMTA.

A programação também contará com espetáculos de danças folclóricas típicas com o grupo Rambynas. Fundado há 26 anos, o grupo é um dos mais reconhecidos da cultura lituana na América do Sul. Vestidos com trajes bordados tradicionais, eles apresentam polcas e quadrilhas que enaltecem a riqueza da cultura lituana.

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Oficina de karpiniukai

A artista Janete Zizas ministrará uma oficina de arte tradicional da Lituânia , conhecida como karpiniukai . Esta técnica, que remonta há séculos, envolve o recorte de papel para criar delicados desenhos, inspirados na natureza e em motivos folclóricos. Cada peça é única e pode variar desde pequenos enfeites até grandes painéis decorativos, refletindo a criatividade e habilidade dos artesãos.

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Gastronomia

No festival, os visitantes terão a oportunidade de degustar uma variedade de pratos típicos lituanos. Entre eles, o virtiniai (massa artesanal com recheio de carne ou queijo e molho branco), o kugelis (torta de batata ralada com bacon), o agurkai (pepino em conserva) e o kopūstai su dešrelėmis (repolho cozido com linguiça).

Ou, ainda, levar para a casa delícias como o šakotis (bolo com suave sabor de baunilha), krupnikas (licor artesanal feito de mel), conservas, pães, biscoitos artesanais e uma bebida muito popular na Lituânia , o gira-kvass , feita a partir de pão de centeio e adjuntos como malte e cereais.

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Nessa edição, uma oficina ministrada pela culinarista Ida Maura Preto ensinará o público a preparar duas delícias da culinária lituana: o pão preto e o šakotis , considerado o rei dos doces. Em seguida, os participantes poderão saborear essas iguarias, apreciando os sabores que representam a essência da tradicional padaria lituana.

Homenagem a esportistas

Outra atração do festival será a homenagem a esportistas brasileiros de origem lituana. A apresentação intitulada “Atletas lituanos no Brasil”, organizada pela Aliança da Juventude Lituano-Brasileira fará uma homenagem as trajetórias de dois esportistas brasileiros de origem lituana: o jogador de basquete Waldemar Blatkauskas (1938 -1964), bi-campeão mundial e o jogador de futebol; e Victor Lituano (1934-1996), zagueiro considerado um dos grandes marcadores de Pelé. O filho de Victor Lituano estará presente compartilhando as histórias, reportagens e fotos da época, conectando o público ao legado do pai.

Palestras e exposição

O festival contará ainda com uma série de palestras com temas variados. O Cônsul-Honorário da Lituânia no Guarujá, Carlos Levenstein, abordará novos pontos turísticos da Lituânia e o turismo de saúde. Já Cristina Valavičius apresentará uma palestra sobre Mikalojus Konstantinas Čiurlionis, o mais reconhecido pintor e compositor da Lituânia . Paulo Vyšniauskas, por sua vez, discutirá as comemorações do 35º aniversário do Caminho Báltico, uma manifestação pacífica que uniu milhões de pessoas da Estônia, Letônia e Lituânia na luta pela independência. O professor Jonas Jakutis Neto, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), por fim, destacará os avanços tecnológicos e as contribuições da Lituânia no campo dos lasers.

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A programação inclui ainda a exposição “Um mundo novo: memórias, visões e gerações de Lituanos no Brasil”, que apresentará fotografias e relatos de diferentes gerações. A escritora Janete Jakatanvisky também vai lançar seu livro “Alma lituana: ecos e cores de uma terra distante”, que revela os desafios enfrentados pelos lituanos no Brasil.

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A programação completa está disponível no site da Casa Museu Ema Klabin.

Serviço

Festival da Lituânia

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Quando? Em 2 e 3 de novembro de 2024, das 11h às 18h.

Onde? Casa Museu Ema Klabin – Rua Portugal, 43 – Jardim Europa.

Quanto? Entrada franca.

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Fonte: Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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