Turismo

Transformação na hotelaria coloca Belém em novo patamar de turismo e hospitalidade

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Belém (PA) está pronta para receber os cerca de 50 mil visitantes esperados durante a COP30. Com a inauguração de novos e importantes meios de hospedagem, a capital paraense se transforma em um dos destinos turísticos mais promissores do país, abrindo caminho para uma nova era do turismo na Amazônia: moderna, preparada e acolhedora.

A ampliação da rede hoteleira, aliada a investimentos estruturantes do Governo do Brasil, por meio do Ministério do Turismo (MTur), projeta a cidade no cenário internacional. Entre 2023 e 2025, o MTur apoiou 1.240 obras de infraestrutura turística em todo o Brasil, com investimentos superiores a R$ 1,8 bilhão. Desse total, mais de R$ 440 milhões foram aplicados na Região Norte, impulsionando obras, capacitação profissional e o fortalecimento de atrativos naturais e culturais.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, destaca que o conjunto de obras e iniciativas realizados em Belém e região metropolitana reforça o compromisso do governo com o desenvolvimento sustentável e o turismo de longo prazo.

“Estamos preparando Belém e toda a Amazônia para receber o mundo. O turismo é uma das mais potentes ferramentas de transformação social e econômica, capaz de gerar emprego, renda e inclusão. A COP30 será uma vitrine do que o Brasil tem de melhor — sua natureza, sua cultura e sua hospitalidade — e deixará um legado que ficará para as próximas gerações”, afirmou o ministro.

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De acordo com Priscila Lima, gerente-geral de uma grande rede hoteleira que acaba de inaugurar unidade em Belém com apoio do Fundo Geral de Turismo (Fungetur) — linha de crédito do Ministério do Turismo para empreendimentos do setor —, o novo momento do turismo é resultado de um esforço coletivo que envolve o poder público, o setor privado e a comunidade local.

“Belém se modernizou em infraestrutura, mobilidade e hospitalidade. A cidade está pronta para receber visitantes do mundo todo com conforto, segurança e uma identidade única. A COP30 acelera um legado que vai muito além do evento — consolida o turismo como força transformadora para a Amazônia e para o Brasil”, destacou.

A gerente acrescenta que, junto com os novos empreendimentos, cresce também o orgulho dos profissionais do setor. “O turismo tem dado oportunidade e senso de pertencimento para quem vive aqui. Essa é a verdadeira revolução da hospitalidade amazônica.”

PREPARAÇÃO DO SETOR – Os restaurantes de Belém também se preparam para receber o público internacional. Muitos estabelecimentos estão traduzindo seus cardápios para quatro idiomas e ampliando as equipes com profissionais bilíngues nos turnos da manhã e da tarde, garantindo um atendimento mais acessível e acolhedor aos visitantes da COP30.

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GERAÇÃO DE EMPREGO E CAPACITAÇÃO – O impacto das transformações também é sentido no dia a dia dos trabalhadores. Jovens e profissionais de diferentes áreas têm sido beneficiados com cursos de capacitação e novas oportunidades de emprego. Um exemplo é o recepcionista Matheus Ferreira Carvalho, contratado por uma rede de hotéis após participar da formação pela Escola Nacional de Turismo.

“Essa é a minha primeira experiência profissional, e ela chegou num momento histórico para a cidade. Sinto que faço parte de algo maior, ajudando Belém a se preparar para receber o mundo”, afirma.

O jovem ressalta a importância da qualificação promovida pelo setor. “Aprendi muito durante o curso e hoje vejo o quanto o turismo pode transformar vidas. A Amazônia está no centro das atenções, e é uma alegria mostrar nossa cultura, nossa forma de acolher e o orgulho de ser paraense. Estamos prontos para esse novo tempo.”

Por meio de investimentos estratégicos, capacitação e sustentabilidade, o Ministério do Turismo reafirma seu compromisso em fortalecer a Região Norte como destino global de turismo sustentável, impulsionando o Brasil como referência mundial em hospitalidade, diversidade e desenvolvimento responsável.

Por Cíntia Luna
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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