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Verão para todos! Conheça praias e Parques adaptados para pessoas com deficiência

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Viajar e conhecer o Brasil é um direito de todos. Por todo o país, diversas iniciativas transformam a experiência de viagem para pessoas com deficiência e dificuldade de locomoção, oferecendo segurança, autonomia e conforto para quem deseja aproveitar o mar ou nossas riquezas naturais.

Essas adaptações e tecnologias permitem superar barreiras físicas, proporcionando momentos de lazer inesquecíveis e garantindo que ninguém fique de fora da diversão nesta temporada.

Para ajudar no planejamento das suas férias, apresentamos os principais projetos e locais. Além dessas informações, o Ministério do Turismo disponibiliza ferramentas como o Guia Atender Bem – Pessoas com Deficiência, uma publicação que orienta prestadores de serviço sobre como atender.

Praias Acessíveis – Os projetos de praia acessível utilizam cadeiras anfíbias, equipamentos com rodas especiais que flutuam e não atolam na areia, permitindo a entrada no mar com total segurança. Confira onde encontrar esses projetos pelo Brasil:

  • Pernambuco: O projeto “Praia sem Barreiras” está presente em destinos icônicos como Porto de Galinhas (Ipojuca), na Praia do Sueste, em Fernando de Noronha, e na Praia de Boa Viagem, em Recife.
  • Ceará: O “Praia Acessível” atende em Fortaleza (Aterrinho da Praia de Iracema) e em Caucaia (Cumbuco).
  • Rio de Janeiro: O “Praia para Todos” está presente em Copacabana (Postos 5 e 6), Barra da Tijuca (Posto 3), Recreio e Cabo Frio.
  • São Paulo: O “Programa Praia Acessível” abrange diversas cidades do litoral, incluindo Santos, Guarujá, Ilhabela e Caraguatatuba.
  • Espírito Santo: Os projetos “Praia Legal” e “Acesso Cidadão” funcionam na Praia de Camburi (Vitória) e na Praia da Costa (Vila Velha).
  • Região Sul: No Paraná, o “Verão Maior Paraná” atende em Guaratuba e Matinhos; em Santa Catarina, o Corpo de Bombeiros (CBMSC) oferece acessibilidade em Balneário Camboriú e Florianópolis; e no Rio Grande do Sul, o projeto da Faders está em praias como Torres e Capão da Canoa.
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Muitos desses serviços funcionam de forma sazonal ou em dias específicos, por isso, cheque sempre os horários nos sites das prefeituras locais antes de ir.

Parques Nacionais e Ecoturismo Inclusivo – Para os amantes da natureza, o Brasil oferece Unidades de Conservação com infraestrutura adaptada, como rampas, passarelas e a disponibilidade da Cadeira Julietti, uma cadeira de roda monociclo desenvolvida para percorrer terrenos acidentados. Veja alguns destaques:

  • Parque Nacional do Iguaçu (PR): Considerado um dos mais acessíveis do mundo, conta com elevadores, rampas e passarelas niveladas até a Garganta do Diabo.
  • Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ): Possui uma Trilha Suspensa de 1.300 metros, feita sobre passarelas de madeira na copa das árvores, totalmente acessível.
  • Parque Nacional da Serra da Capivara (PI): Oferece passarelas e rampas que garantem o acesso aos sítios arqueológicos e suas pinturas rupestres.
  • Parque Nacional de Brasília (DF): Dispõe da Trilha da Capivara, adaptada com piso nivelado e sinalização tátil.
  • Parque Nacional da Tijuca (RJ): Conta com o Caminho Dom Pedro Augusto, uma trilha plana e sinalizada.
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Além destes, parques como a Serra da Canastra (MG), Chapada Diamantina (BA) e Ubajara (CE) também já disponibilizam a cadeira Julietti para auxiliar em trajetos mais complexos.

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo

Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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