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Volta ao mundo de trem: roteiro de 59 dias passa por 12 países

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Volta ao mundo de trem: roteiro de 59 dias passa por 12 países
Maurício Brum

Volta ao mundo de trem: roteiro de 59 dias passa por 12 países

Tem R$ 720 mil sobrando? Caso sua resposta seja um improvável “sim”, é a sua chance de fazer um passeio único pelos quatro cantos do planeta: a Railbookers anunciou que fará em 2025 uma nova edição de seu ambicioso tour de volta ao mundo em trens de luxo, o Around the World by Luxury Train , e já abriu vendas para os pacotes que custam a bagatela de £ 96.925 por pessoa.

Mas não é à toa: o valor da viagem, que passa por 12 países em 59 dias, inclui não só os bilhetes em vários trens de alto padrão, mas também estadias em hotéis estrelados, tours particulares e excursões para visitar atrações naturais e arquitetônicas nos diversos destinos do trajeto.

Apesar do preço elevado já de largada, também é preciso planejar gastos extras para as cinco viagens de avião que fazem parte do trajeto e não estão incluídas no preço do pacote.

Destaques do itinerário

O trajeto começa em 3 de setembro de 2025 em Vancouver , na costa oeste do Canadá. A primeira semana é dedicada inteiramente às belezas naturais do país, percorrendo ferrovias que cruzam as Montanhas Rochosas e seguindo até o deslumbrante Parque Nacional Banff . No oitavo dia, partindo de Calgary, um voo leva os viajantes à segunda perna do passeio, na Europa.

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Começando por Edimburgo , são três pernoites viajando no Belmond Royal Scotsman , um trem que percorre o litoral na região das Highlands e também garante vistas do Ben Nevis , o pico mais elevado do Reino Unido .

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No 14º dia do trajeto, um novo voo leva o tour a Roma , com os viajantes tendo a chance de ir a destinos como Veneza e Verona nos vagões históricos do ressurgido Orient Express – que, no começo da terceira semana, também leva o grupo a Paris .

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Serviço de chá no luxuoso Royal Scotsman, que percorre o trecho escocês da jornada Railbookers/Divulgação

É entre o 24º e o 29º dias de viagem que entra em cena talvez a parte mais atrativa para os amantes de viagens de trem: o trecho mais famoso do velho Orient Express , entre Paris e Istambul , com paradas pelo caminho para visitar Bucareste e Budapeste . O primeiro mês de viagem se encerra com um tour particular pela parte antiga da maior cidade da Turquia , antes de uma nova decolagem de avião, rumo à Índia .

Em solo indiano, são nove dias conhecendo lugares históricos e sagrados como Jaipur e o Taj Mahal , indo de um destino a outro a bordo do The Maharajas’ Express , antes de mais um trecho pelo ar, para chegar à África do Sul .

Quase toda a perna africana da viagem é dentro do país, com destaque para a vida selvagem, mas também está prevista uma esticada para o Zimbábue , para testemunhar as Victoria Falls.

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Finalmente, no 52º dia de viagem, vem o trecho derradeiro: um novo voo rumo à Cingapura , com a última semana vivida quase inteiramente a bordo do Eastern & Oriental Express , o luxuoso trem que percorre alguns dos destinos naturais mais deslumbrantes do arquipélago dividido com a Malásia.

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Cabine presidencial do Eastern & Oriental Express, que faz a perna final da viagem entre Cingapura e Malásia Railbookers/Divulgação

Como garantir vaga nessa exclusiva aventura?

As informações podem ser encontradas no site oficial, mas, devido à exclusividade do passeio, as reservas não são feitas online. É preciso recorrer a um agente de viagens credenciado ou marcar diretamente por telefone com a Railbookers , no número 020 3780 2222.

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O site ainda disponibiliza um formulário de contato para interessados que não podem viajar nas datas previstas cadastrarem seus dados e receberem novidades quando um novo tour do tipo for organizado.

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Fonte: Turismo

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Conheça o Sítio Burle Marx, primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco

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Ícone do paisagismo brasileiro, Roberto Burle Marx marcou história além das fronteiras nacionais. Reconhecido mundialmente, o artista foi pioneiro ao harmonizar formas geométricas, cores e movimentos com plantas nativas da Mata Atlântica e biomas associados. É na Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que turistas do Brasil e do mundo podem conhecer o Sítio Roberto Burle Marx.

Inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultural (Unesco) em 2021, a propriedade abriga 3.500 espécies florais cultivadas em uma concepção ecológica que une vegetação, arquitetura e as chamadas plantas vivas. A obra, inclusive, é o primeiro jardim tropical modernista reconhecido pela Unesco, além de ter sido o 23° bem brasileiro a receber a chancela.

Em nível nacional, a área de 405 mil metros quadrados está sob gestão e proteção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), associada a ele como Unidade Especial desde 1985, e tombada como Patrimônio Cultural nos mais diversos níveis.

Jardins aquáticos, coleções de arte, viveiros e edificações convivem no espaço e convidam pessoas a preservar, pesquisar e disseminar a obra de Burle Marx. Lá, o paisagista viveu por 20 anos, estabelecendo conexões entre cultura e natureza, que dão conta do legado da vida do artista.

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Plantas vivas

De dimensão única, o local reúne experimentos botânicos e revelam outra história pioneira: Roberto Burle Marx também se destacou por promover a conservação de biomas brasileiros mundo afora. Além de ter descoberto novas espécies por meio de expedições, mais de 30 plantas levam seu nome.

Ao longo da carreira, o artista também é conhecido por ter unido vãos livres e concreto aparente a paisagens tropicais, integrando estruturas vazadas à vegetação nativa e às plantas vivas.

Também são de autoria do artista, especialmente entre as décadas de 1930 e de 1990, obras como o Parque do Flamengo, no Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro; e os Jardins do Palácio do Planalto, em Brasília; entre outras.

Como e quando ir

Desde 2019, a chamada Casa de Roberto, onde o artista viveu, está aberta para visitação no Sítio Burle Marx. Sob curadoria do Iphan, o espaço abriga memórias, elementos e emoções que contam a história e as relações culturais do paisagista.

Com duração de 1h30, a visita é aberta ao público e inclui trajeto de 1.800 metros, contemplando jardins, a Casa de Roberto e espaços em que o paisagista criou suas obras.

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Com recursos de acessibilidade, o espaço também recebe visitas escolares, de grupos e ensaios fotográficos mediante agendamento. Sempre de terças-feiras aos sábados, das 9h30 às 13h30, a visitação acontece de forma mediada e deve ser agendada por meio do e-mail [email protected].

Mais informações podem ser acessadas clicando aqui.

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Rafael Daher
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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