Agronegócio

Acordo Mercosul-União Europeia entra em vigor e zera tarifas para até 95% do comércio

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O comércio exterior sul-americano entra em uma nova fase com a entrada em vigor do Acordo Interino de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia, válido desde 1º de maio. Após mais de duas décadas de negociações, o tratado promove uma das maiores aberturas comerciais da história recente, com impacto direto sobre o agronegócio e a indústria.

Na prática, o acordo prevê a eliminação de tarifas sobre até 95% das importações da União Europeia e 91% das exportações do Mercosul, abrangendo desde commodities agrícolas até produtos industrializados de maior valor agregado.

Liberalização amplia oportunidades para o agro e indústria

A nova configuração comercial cria um ambiente mais competitivo e favorável para exportadores sul-americanos, especialmente em setores estratégicos.

Entre os principais segmentos beneficiados estão:

  • Soja e derivados
  • Carne bovina
  • Produtos florestais
  • Cereais e alimentos processados
  • Biocombustíveis e autopeças

A expectativa é de ampliação imediata do fluxo comercial, com ganhos de competitividade frente a outros fornecedores globais.

Certificação digital será determinante para acesso aos benefícios

Apesar da redução tarifária expressiva, o acesso aos benefícios não é automático. Segundo a Câmara de Comércio Brasil Paraguai, o ponto central do acordo está na exigência do Certificado de Origem digital.

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O documento comprova que os produtos atendem às regras de origem estabelecidas no tratado. Sem essa certificação, as mercadorias continuam sujeitas às tarifas tradicionais, anulando a vantagem competitiva.

Paraguai se consolida como plataforma estratégica

No Paraguai, o processo de exportação dentro do acordo foi centralizado por meio da Ventanilla Única de Exportação (VUE), sistema digital que concentra toda a gestão documental.

A medida, coordenada pelo Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai, busca:

  • Reduzir burocracia
  • Aumentar agilidade nas operações
  • Evitar entraves alfandegários na Europa

Além disso, o sistema disponibiliza orientações em português, espanhol e inglês, facilitando a adaptação das empresas.

Adequação técnica será decisiva para competitividade

Especialistas destacam que a nova fase do comércio internacional exige maior rigor técnico por parte das empresas exportadoras.

A correta emissão do Certificado de Origem e o cumprimento das exigências regulatórias passam a ser fatores determinantes para:

  • Garantir isenção tarifária
  • Evitar custos adicionais
  • Assegurar segurança jurídica nas operações

Empresas que não se adequarem podem perder competitividade mesmo diante da abertura comercial.

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Exportadores devem revisar processos imediatamente

Com o acordo já em vigor, a recomendação é que exportadores e investidores realizem uma revisão completa de seus processos internos, especialmente nas áreas de:

  • Certificação de origem
  • Compliance regulatório
  • Logística internacional

A adaptação rápida será essencial para capturar os benefícios do novo ambiente comercial.

Impactos para o agronegócio brasileiro

Para o agronegócio, o acordo representa uma oportunidade estratégica de expansão em mercados altamente exigentes, como o europeu. A redução de tarifas tende a ampliar margens e aumentar a competitividade dos produtos brasileiros.

Por outro lado, o novo cenário também eleva o nível de exigência em termos de rastreabilidade, sustentabilidade e conformidade técnica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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