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Açúcar inicia safra com mercado travado, queda nas cotações e pressão do câmbio

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O mercado do açúcar atravessa um período de baixa liquidez e pressão sobre os preços no Brasil e no exterior neste início da safra 2026/27. Segundo levantamentos do Cepea, compradores seguem priorizando contratos já firmados anteriormente, enquanto as usinas ajustam sua estratégia comercial diante do novo ciclo produtivo, cenário que limita o volume de negociações no mercado spot.

De acordo com pesquisadores do Cepea, as negociações têm se concentrado em lotes de açúcar com coloração mais escura e qualidade inferior, enquanto a oferta de açúcar cristal de melhor padrão segue mais restrita. Mesmo diante da pressão baixista, muitas usinas continuam resistentes em aceitar preços menores, fator que contribui para o ritmo lento das operações.

A expectativa do mercado é de que uma recuperação mais consistente das cotações internas dependa principalmente do comportamento do mercado internacional, especialmente de uma reação mais firme do contrato nº 11 do açúcar bruto negociado na Bolsa de Nova York.

Bolsas internacionais encerram semana em queda

O mercado internacional encerrou a última semana em baixa, refletindo o avanço da safra brasileira, a volatilidade cambial e as oscilações do petróleo.

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Na ICE Futures, em Nova York, os contratos do açúcar bruto registraram novas perdas. O vencimento julho/26 caiu 0,19 centavo de dólar por libra-peso, encerrando o pregão a 14,80 cents/lbp. O contrato outubro/26 recuou para 15,29 cents/lbp, enquanto o março/27 fechou a 16,14 cents/lbp.

Em Londres, na ICE Europe, o açúcar branco também acompanhou o movimento negativo. O contrato agosto/26 terminou negociado a US$ 438,50 por tonelada, enquanto os vencimentos outubro e dezembro/26 fecharam em US$ 439,00 e US$ 441,40 por tonelada, respectivamente.

Analistas destacam que o mercado continua sensível ao aumento da oferta global, especialmente com o avanço da moagem no Centro-Sul do Brasil, principal região produtora do mundo.

Mercado físico brasileiro acumula perdas em maio

No mercado interno, os preços também seguem pressionados. O indicador do açúcar cristal branco CEPEA/ESALQ, referência para o estado de São Paulo, fechou a sexta-feira cotado a R$ 95,04 por saca de 50 quilos, registrando recuo diário de 0,20%.

Com o desempenho recente, o indicador acumula desvalorização de 2,93% ao longo de maio, refletindo a maior disponibilidade de produto neste começo de safra e a postura cautelosa dos compradores.

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Segundo agentes do setor, a combinação entre oferta crescente e demanda mais retraída mantém o mercado físico em compasso de espera.

Câmbio e Índia seguem no radar do mercado

Além da safra brasileira, o comportamento do dólar frente ao real continua exercendo forte influência sobre as cotações internacionais do açúcar.

A desvalorização da moeda brasileira favorece as exportações, aumenta a competitividade do açúcar nacional no exterior e amplia a pressão sobre os preços nas bolsas internacionais.

Por outro lado, o mercado ainda monitora as restrições nas exportações indianas. A Índia manteve a proibição para embarques de açúcar até setembro de 2026, medida que segue gerando preocupação sobre a oferta global e ajudando a evitar quedas mais intensas nas cotações internacionais.

O cenário segue marcado por elevada volatilidade, com investidores atentos ao ritmo da safra brasileira, ao comportamento do petróleo e às movimentações do câmbio nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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