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Açúcar oscila entre altas e quedas: valorização do real e avanço da safra indiana movimentam o mercado internacional

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Real forte e cenário externo impulsionam cotações do açúcar na semana passada

O mercado do açúcar encerrou a última semana em alta nas bolsas de Nova York e Londres, influenciado pela valorização do real frente ao dólar e por expectativas de menor oferta global. A principal contribuição veio da Tailândia — segundo maior exportador mundial do adoçante —, onde a redução no plantio de cana deve limitar a produção nas próximas safras.

Na ICE Futures, de Nova York, os contratos mais líquidos fecharam valorizados na sexta-feira (12). O vencimento março/26 subiu 25 pontos, cotado a 15,10 centavos de dólar por libra-peso, enquanto maio/26 avançou 23 pontos, a 14,70 cts/lb. Outros contratos tiveram altas entre 20 e 22 pontos.

No acumulado da semana, o contrato março/26 passou de 14,80 cts/lb (em 5 de dezembro) para 15,10 cts/lb, uma variação positiva de 2,03%. Já o maio/26 registrou ganho de 2,23%, seguido por altas de 2,09% e 1,91% nos vencimentos de julho e outubro/26, respectivamente.

Açúcar branco também avança em Londres

Na ICE Futures Europe, em Londres, o movimento foi semelhante. O contrato março/26 fechou a US$ 429,40 por tonelada, alta de US$ 5,20 no comparativo diário. Já o maio/26 valorizou US$ 4,40, sendo negociado a US$ 426,20 por tonelada.

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No comparativo semanal, entre 5 e 12 de dezembro, o açúcar branco com vencimento em março/26 acumulou alta de 0,89%, enquanto o maio/26 avançou 0,83%, e os contratos de agosto e outubro/26 subiram 0,91% cada.

Mercado interno acompanha tendência de valorização

No Brasil, o Indicador Cepea/Esalq, da USP, também mostrou avanço. Na sexta-feira (12), a saca de 50 kg do açúcar cristal foi negociada a R$ 110,43, ante R$ 109,94 do dia anterior, o que representa alta de 0,45% no comparativo diário.

Início da nova semana traz correção e queda nas cotações internacionais

Apesar do bom desempenho anterior, o mercado iniciou a semana desta segunda-feira (15) em queda, influenciado por fatores estruturais e financeiros globais. Na ICE Futures de Nova York, o contrato março/26 recuava 0,53%, cotado a 15,02 cts/lb, enquanto o maio/26 caía 0,68%, a 14,60 cts/lb, e o julho/26 tinha baixa de 0,55%, a 14,59 cts/lb.

Em Londres, o movimento foi semelhante, com o contrato março/26 sendo negociado a US$ 426,10 por tonelada, queda de 0,77%.

Safra indiana e posições vendidas pressionam os preços

De acordo com Arnaldo Luiz Corrêa, diretor da Archer Consulting, as quedas refletem o avanço da moagem de cana na Índia — que já soma 35 milhões de toneladas — e a forte pressão financeira sobre as usinas indianas, que produzem com custos superiores ao preço de venda.

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Outro fator que pesa sobre o mercado é o volume expressivo de posições vendidas dos fundos em Nova York, que ultrapassa 207 mil lotes, equivalente a 22% da posição total aberta. Corrêa explica que esse patamar pode indicar uma possível reversão de tendência, caso ocorra recompra em massa desses contratos.

Ele alerta ainda que, caso os preços se mantenham entre 14,50 e 15,50 cts/lb, há risco estrutural para a safra 2027/28, o que pode levar produtores a reduzir os tratos culturais e impactar a produção global no médio prazo.

Etanol ganha força e pode influenciar o mix de produção

Enquanto o açúcar enfrenta volatilidade, o etanol mantém trajetória positiva, sendo negociado entre 150 e 250 pontos acima de Nova York. Com estoques baixos e maior rentabilidade, a expectativa é de que as usinas priorizem a produção de biocombustível no início da próxima safra, o que pode reduzir a oferta de açúcar e sustentar os preços no curto e médio prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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