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Açúcar reage com leve alta nas bolsas internacionais, impulsionado por valorização do real e incertezas na oferta global

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Recuperação do açúcar é sustentada por câmbio e petróleo

O mercado internacional de açúcar registrou leve alta nesta quarta-feira (12), impulsionado pela valorização do real frente ao dólar e pelos ganhos do petróleo. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato para março de 2026 fechou em 14,25 centavos de dólar por libra-peso, avanço de 0,35%, enquanto o contrato maio/26 terminou cotado a 13,86 centavos, alta de 0,50%.

A recuperação ocorre após sucessivas quedas nos últimos meses e foi estimulada pela apreciação do real, que atingiu o maior nível em 17 meses. Com a moeda brasileira mais forte, as exportações se tornam menos competitivas, o que tende a reduzir a oferta global de açúcar e sustentar os preços.

Outro fator que contribuiu para o movimento foi a alta do petróleo, que pode elevar o interesse das usinas pela produção de etanol, limitando o volume de açúcar disponível para exportação.

Oferta global e incertezas na Índia influenciam o mercado

No cenário internacional, persiste a incerteza quanto à política de exportações da Índia, segundo maior produtor mundial de açúcar. O governo indiano ainda avalia liberar até 1,5 milhão de toneladas para exportação na nova safra, medida que poderia aliviar os preços internacionais. No entanto, o açúcar no mercado global segue cotado bem abaixo dos valores domésticos indianos, o que dificulta a decisão.

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De acordo com dados da DATAGRO, o excedente global de açúcar na safra 2025/26 deve cair de 2,8 milhões para 1 milhão de toneladas, reflexo da redução na competitividade das exportações brasileiras e de ajustes na produção mundial.

Produção recorde pressiona os preços internacionais

Mesmo com o leve avanço recente, o mercado de açúcar ainda acumula uma queda de 16,41% em 2025, segundo levantamento da Barchart. O produto é negociado atualmente a menos da metade do pico registrado em novembro de 2023, quando atingiu 28,14 centavos de dólar por libra-peso, maior valor desde 2011.

As safras abundantes no Brasil e na Índia continuam pressionando as cotações. No Centro-Sul brasileiro, principal região produtora do país, a produção deve crescer 7,8% nesta temporada, com expectativa de nova expansão para a safra 2026/27. Já na Índia, as chuvas de monção favoreceram a colheita e ampliaram as projeções de produção de cana.

Esse cenário mantém os preços em patamares historicamente baixos, com mínimas próximas de 14 centavos de dólar por libra, o menor nível desde outubro de 2020.

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Cotações em NY e Londres seguem trajetória de recuperação

Na ICE Futures de Nova York, os principais contratos encerraram o pregão com ganhos moderados. O março/26 subiu para 14,29 centavos de dólar por libra-peso (+0,28%), o maio/26 para 13,90 centavos (+0,29%) e o julho/26 para 13,86 centavos (+0,58%).

Na ICE Europe, em Londres, o açúcar branco também apresentou alta. O contrato dezembro/25 foi cotado a US$ 408,70 por tonelada, avanço de 0,20%. Os contratos mais longos, como março/26 e maio/26, foram negociados acima de US$ 406 por tonelada, confirmando a leve recuperação.

Mercado interno: açúcar cristal e etanol sobem em São Paulo

No Brasil, o açúcar cristal acompanhou o movimento de alta internacional. Segundo o Indicador Cepea/Esalq (USP), a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 108,71, avanço de 0,81%.

Já o etanol hidratado, utilizado diretamente nos veículos, registrou alta de 0,40%, de acordo com o Indicador Diário Paulínia, com o metro cúbico sendo negociado a R$ 2.907,00 nas usinas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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