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Açúcar recua nas bolsas internacionais, mas mercado brasileiro reage com alta no cristal em São Paulo

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O mercado do açúcar encerrou a semana em direções opostas entre os cenários externo e interno. Enquanto as bolsas internacionais registraram novas quedas nesta sexta-feira (12), refletindo a perspectiva de ampla oferta global, o mercado físico brasileiro apresentou recuperação nos preços do açúcar cristal, indicando uma reação pontual da demanda.

Bolsas internacionais ampliam movimento de baixa

Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerraram o pregão em queda, dando continuidade ao movimento de desvalorização observado ao longo da semana.

O contrato com vencimento em julho de 2026 recuou 0,09 ponto, fechando a 13,70 cents de dólar por libra-peso. Já o contrato outubro de 2026 caiu 0,11 ponto, para 14,23 cents/lbp. O vencimento março de 2027 registrou baixa de 0,12 ponto, encerrando o dia a 15,09 cents/lbp.

As demais posições também terminaram o pregão em território negativo, reforçando o sentimento de cautela dos investidores diante do cenário global de abastecimento.

Açúcar branco também cai em Londres

Na ICE Futures Europe, os contratos do açúcar branco acompanharam a tendência de baixa.

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O contrato agosto de 2026 perdeu US$ 1,70 e fechou cotado a US$ 444,60 por tonelada. O vencimento outubro de 2026 recuou US$ 2,60, encerrando a sessão a US$ 438,30 por tonelada. Já o contrato dezembro de 2026 caiu US$ 3,00, fechando a US$ 435,10 por tonelada.

O desempenho reflete a percepção de maior disponibilidade de açúcar no mercado internacional, fator que segue limitando avanços mais consistentes nas cotações.

Mercado físico brasileiro apresenta recuperação

Em contraste com o cenário externo, o mercado doméstico registrou valorização no fechamento da semana.

De acordo com o Indicador CEPEA/ESALQ, a saca de 50 quilos do açúcar cristal branco comercializada em São Paulo foi negociada a R$ 92,84 nesta sexta-feira, alta de 0,72% em relação ao dia anterior.

Apesar da recuperação pontual, o indicador ainda acumula retração de 0,17% no mês de junho. O comportamento do mercado reflete a maior oferta disponível nas usinas e um ritmo ainda moderado de negociações no segmento físico.

Oferta global segue pressionando o mercado

Analistas destacam que as cotações internacionais continuam sendo influenciadas pela expectativa de maior fluidez no comércio global de açúcar. A redução das preocupações relacionadas a possíveis restrições logísticas no Oriente Médio contribuiu para aliviar os riscos de abastecimento e reforçar a pressão sobre os preços.

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Por outro lado, o mercado permanece atento aos riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño. Eventuais impactos sobre a produtividade em importantes produtores mundiais, como Brasil, Índia e Tailândia, podem limitar a oferta futura e oferecer sustentação às cotações no médio prazo.

Perspectivas para o setor sucroenergético

A combinação entre ampla oferta global e incertezas climáticas mantém o mercado do açúcar em um cenário de elevada volatilidade. Enquanto os fundamentos de curto prazo favorecem movimentos de baixa, fatores climáticos e produtivos continuam sendo monitorados pelos investidores e podem alterar o comportamento dos preços nos próximos meses.

Para os agentes do setor sucroenergético, a atenção permanece voltada à evolução da safra brasileira, às condições climáticas nos principais países produtores e ao ritmo da demanda internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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