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Agronegócio 2025: Brasil atinge recorde histórico no registro de bioinsumos e moderniza setor de defensivos

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) encerrou o ano de 2025 com marcos significativos para a defesa fitossanitária brasileira. Segundo o balanço anual divulgado pela pasta, o país não apenas avançou na modernização de seu marco regulatório, como também atingiu o maior quantitativo de registros de bioinsumos da história, consolidando uma transição para tecnologias mais sustentáveis no campo.

Os dados, consolidados no Ato nº 63 da Coordenação-Geral de Agrotóxicos e Afins (CGAA/SDA/Mapa), revelam um cenário de maior competitividade e inovação tecnológica para o produtor rural.

Recorde de bioinsumos e novos ingredientes ativos

Em 2025, o Brasil concedeu um total de 912 registros, divididos entre produtos químicos e biológicos. O grande destaque foi a liberação de 162 bioinsumos, número que representa o recorde histórico do setor. Essa categoria inclui produtos microbiológicos, bioquímicos, extratos vegetais e reguladores de crescimento, muitos dos quais permitidos para a agricultura orgânica.

Além disso, a introdução de novas moléculas inéditas foi priorizada para fortalecer o manejo integrado de pragas. Dos registros totais, 323 foram destinados exclusivamente ao uso industrial (produtos técnicos) e o restante ao uso direto no campo. Entre os novos ingredientes ativos que passam a compor o portfólio nacional, destacam-se a Ipflufenoquina, Fluoxastrobina, Fluazaindolizine, Isopirazam, Fenpropidin e Ciclobutrifluram.

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Modernização regulatória e o Protocolo Único

Para solucionar gargalos históricos e aumentar a transparência, o Mapa implementou o Ato nº 62/2025. A medida centraliza a tramitação de registros através do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), eliminando a fragmentação de protocolos entre Anvisa, Ibama e o próprio ministério que ocorria em anos anteriores.

Essa mudança visa dar previsibilidade ao setor. O novo fluxo prioriza produtos com menor impacto ambiental e à saúde humana, além de moléculas inéditas que garantem maior eficiência no controle de doenças, reduzindo a resistência de pragas aos defensivos antigos.

Registro não significa aumento de uso no campo

Um ponto de esclarecimento importante feito pelo Ministério é que o número de registros concedidos não implica, necessariamente, no aumento do volume de agrotóxicos utilizados. O uso efetivo depende de fatores como clima e pressão de pragas.

Fato relevante: Dados de 2024 mostram que 58,6% das marcas comerciais registradas e 13,6% dos ingredientes ativos sequer chegaram a ser comercializados no Brasil. O registro serve para oferecer opções de mercado e competitividade de preços, e não apenas para expansão de volume aplicado.

Rigor na fiscalização e proteção ambiental

O processo de liberação segue o modelo tripartite, exigindo aprovação técnica rigorosa de três frentes: a Anvisa (saúde), o Ibama (meio ambiente) e o Mapa (eficiência agronômica).

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Em 2025, o rigor fiscalizatório resultou na suspensão cautelar de 34 produtos agrotóxicos e na apreensão de 1.946 litros de defensivos ilegais. Paralelamente, ingredientes tradicionais como o Glifosato e o 2,4-D passaram por chamamentos públicos para atualização documental e revisão técnica, garantindo que os produtos em circulação atendam aos padrões de segurança atuais.

Perspectivas para 2026: O Sistema SISPA

Para o próximo ano, a agenda de aprimoramento regulatório prevê o lançamento do Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica (SISPA). Segundo Edilene Cambraia Soares, diretora do Departamento de Sanidade Vegetal, o Brasil avança com inovação e transparência.

Os dados de 2025 confirmam que o país reforça sua liderança global no desenvolvimento de bioinsumos, tratando-os como a maior transformação tecnológica recente no campo e um dos pilares da agricultura sustentável.

Resumo estatístico de 2025:

  • Total de registros: 912 concessões.
  • Bioinsumos: 162 produtos (recorde histórico).
  • Inovação: 6 novos ingredientes ativos e 19 produtos formulados inéditos.
  • Fiscalização: 34 registros suspensos e quase 2 mil litros ilegais apreendidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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