Agronegócio

Alta nas temperaturas e pragas desafiam produtores de morango no Rio Grande do Sul

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A produção de morango no Rio Grande do Sul mantém-se estável, mas os produtores enfrentam desafios relacionados às altas temperaturas e ao surgimento de pragas. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, que aponta variações regionais no comportamento das lavouras e nos preços praticados no Estado.

Região de Caxias do Sul registra mosca-da-asa-manchada e queda nos preços

Na região administrativa de Caxias do Sul, especialmente em Nova Petrópolis e municípios vizinhos, as temperaturas superaram os 30 °C, e praticamente não houve registro de chuvas na última semana.

Apesar do calor, a produção seguiu sem prejuízos e o volume colhido aumentou em relação ao período anterior, com a comercialização ocorrendo normalmente.

A Emater destacou, no entanto, a presença de mosca-da-asa-manchada (Drosophila suzukii) e mosca-do-figo (Zaprionus indianus) nas lavouras. A ocorrência dessas pragas preocupa os produtores, pois pode comprometer a qualidade dos frutos.

Os preços pagos aos produtores recuaram, variando entre R$ 12,00 e R$ 20,00 por quilo nas vendas para Ceasas, intermediários e mercados, e entre R$ 18,00 e R$ 30,00/kg na comercialização direta ao consumidor.

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Pelotas projeta aumento na oferta e mantém preços elevados

Na região de Pelotas, a cultura do morango permanece em plena produção. O boletim da Emater destaca que as plantas apresentam boa floração, o que deve resultar em maior oferta nas próximas semanas.

Produtores locais relataram ocorrência pontual de tripes, praga que vem sendo monitorada com o uso de cartões atrativos. Em Turuçu, a associação de produtores realizou reunião para definir as encomendas de mudas para a próxima safra.

Os preços da fruta variam entre R$ 15,00 e R$ 40,00/kg, dependendo da qualidade e do destino da comercialização.

Santa Rosa tem boa floração, mas enfrenta ácaros e doenças fúngicas

Na região de Santa Rosa, a Emater informa que as lavouras apresentam boa floração e frutos de qualidade, reflexo do aumento da polinização pelas abelhas devido às temperaturas mais altas. No entanto, esse mesmo calor exige ajustes nas fertirrigações e intensifica o manejo das pragas e doenças.

Entre os principais problemas relatados pelos produtores estão a presença de ácaros e a ocorrência de antracnose e oídio, especialmente na variedade Valentina.

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Apesar desses desafios, o boletim indica estabilidade nos preços praticados na região.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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