Agronegócio

Aumento na área plantada de soja impulsiona mercado de defensivos agrícolas

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Um aumento de 6% na área plantada de soja na safra 2022/23 – ultrapassou 44 milhões de hectares -, está impulsionando o mercado de defensivos agrícolas segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse crescimento movimentou US$ 11,4 bilhões, uma alta de 50% em relação ao ano anterior, demonstrando a importância da indústria agroquímica na sustentação do cultivo da oleaginosa.

O levantamento revelou que os herbicidas foram os produtos mais demandados pelos produtores de soja, correspondendo a 35% das vendas totais. Essa categoria movimentou cerca de US$ 4,1 bilhões, registrando um aumento expressivo de 70% em dólar, quando comparado à safra 2021/22. Esse cenário reflete o desafio enfrentado pelos agricultores no controle de ervas daninhas, impulsionado pelo aumento do custo de insumos essenciais ao manejo das lavouras.

Segundo o relatório os produtores têm adotado herbicidas específicos, como graminicidas pré-emergentes, que foram utilizados por 77% dos agricultores na safra 2022/23, em comparação com 46% na temporada de 2018/19. Essa escolha é impulsionada pela necessidade de combater ervas de difícil controle, como capim-amargoso, milho-tiguera e capim-pé-de-galinha, que têm representado um desafio crescente nas lavouras.

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O desempenho do mercado de defensivos agrícolas para a soja reflete a busca contínua por soluções eficientes e inovadoras para o manejo das lavouras, garantindo maior produtividade e sustentabilidade. O setor agrícola enfrenta o desafio de produzir alimentos em grande escala, atendendo à crescente demanda da população, ao mesmo tempo em que busca reduzir o impacto ambiental do uso de agroquímicos.

Nesse cenário, a colaboração entre produtores e indústria é fundamental para o desenvolvimento de tecnologias que otimizem o manejo das lavouras, tornando a agricultura mais eficiente e sustentável. A utilização adequada de defensivos agrícolas, aliada a práticas de manejo integrado de pragas e doenças, pode contribuir para o equilíbrio entre produtividade, preservação do meio ambiente e segurança alimentar.

A expansão da área plantada de soja e o crescimento do mercado de defensivos agrícolas representam desafios e oportunidades para o agronegócio, que continua desempenhando um papel fundamental na economia e no abastecimento de alimentos no país.

A busca por soluções sustentáveis e inovadoras é essencial para garantir a prosperidade do agronegócio brasileiro, mantendo-o competitivo no cenário global e contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico do país.

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Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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