Agronegócio

Avicultura brasileira fecha 2025 resiliente e entra em 2026 com perspectivas de crescimento sustentável

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Setor enfrenta ano desafiador, mas demonstra força e capacidade de adaptação

O ano de 2025 marcou um dos períodos mais desafiadores para a avicultura brasileira, que precisou lidar com pressões sanitárias globais, instabilidade geopolítica, aumento dos custos de produção e restrições temporárias em importantes mercados importadores.

Mesmo diante desse cenário, o setor mostrou resiliência e coordenação institucional, mantendo a produção em ritmo competitivo e garantindo o abastecimento interno e externo.

De acordo com Roberto Kaefer, presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), o desempenho do setor é resultado da união entre empresas, entidades representativas e o Governo Federal, que atuaram de forma integrada para mitigar os impactos da crise e restaurar a confiança internacional.

Diplomacia sanitária e gestão estratégica garantem reabertura de mercados

A ação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e de entidades estaduais foi essencial para reposicionar o Brasil no comércio global de carnes.

Entre as principais medidas, destacam-se as missões técnicas internacionais, a diplomacia sanitária ativa e a transparência nos controles de qualidade, que resultaram na reabertura gradual de importantes destinos ao longo do segundo semestre de 2025.

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Essas ações reforçaram a imagem do Brasil como fornecedor confiável de proteína animal, contribuindo para a retomada das exportações e o fortalecimento da competitividade nacional.

Exportações superam 5 milhões de toneladas e consolidam recuperação

Os sinais de recuperação da avicultura brasileira já se refletem nos números do comércio exterior. Dados preliminares indicam que as exportações de carne de frango em dezembro ultrapassaram 500 mil toneladas, elevando o acumulado anual para mais de 5 milhões de toneladas — um dos maiores volumes da história recente do setor.

Esse avanço veio acompanhado de uma gestão mais equilibrada da oferta interna. O alojamento de pintos de corte, que somou 559 milhões de unidades em novembro, ficou abaixo das projeções iniciais (de 600 milhões), o que ajudou a adequar a produção à demanda e trouxe maior estabilidade aos preços e margens.

Projeções para 2026 apontam cenário otimista

Para 2026, a expectativa é positiva. O crescimento da economia global e a retomada do consumo de proteínas em mercados emergentes devem impulsionar a demanda por carne de frango.

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O Brasil, especialmente o Paraná, que mantém a liderança nacional na produção e exportação, está bem-posicionado para atender tanto o mercado interno quanto os principais compradores internacionais.

Sustentabilidade e inovação fortalecem competitividade da avicultura

O setor segue investindo fortemente em bem-estar animal, biosseguridade e práticas sustentáveis, pilares que consolidam sua reputação e atendem às exigências internacionais de produção responsável.

A modernização dos sistemas produtivos, o aperfeiçoamento dos protocolos sanitários e a adoção de padrões ESG (ambientais, sociais e de governança) elevam o padrão de qualidade da avicultura brasileira, garantindo eficiência, segurança alimentar e respeito ambiental.

Mais do que reagir aos desafios, a avicultura nacional se prepara para liderar a próxima fase de crescimento, combinando inovação tecnológica, sustentabilidade e gestão estratégica.

Confiança renovada e base sólida para o futuro

Após um ano de desafios e aprendizados, o setor encerra 2025 mais estruturado, competitivo e preparado para avançar. Com fundamentos sólidos e confiança renovada, a avicultura brasileira entra em 2026 com perspectivas de expansão sustentável, reafirmando seu papel como um dos pilares da segurança alimentar mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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