Agronegócio

Bioinsumos avançam no Brasil e MAPA promove encontro técnico para fortalecer regulação e inovação no setor

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Brasil acelera estruturação do mercado de bioinsumos

Em meio à expansão acelerada dos bioinsumos no agronegócio brasileiro, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em parceria com a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPII Bio), promoveu um encontro técnico estratégico em Brasília para avançar nas bases regulatórias, científicas e tecnológicas do setor.

A iniciativa ocorre em um momento decisivo para a consolidação do marco regulatório dos bioinsumos no Brasil, impulsionado pelo crescimento da demanda no campo e pela rápida evolução da indústria nacional.

Evento reúne cadeia completa do agro para alinhar diretrizes

A reunião técnica contou com a participação de representantes da academia, órgãos reguladores, centros de pesquisa, indústria e entidades do agronegócio, consolidando um ambiente de construção conjunta entre ciência, mercado e governo.

Estiveram presentes instituições como Anvisa, Ibama, Inmetro e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), além de centros de pesquisa como Embrapa e universidades de referência, incluindo ESALQ/USP, UFV, UnB, UFSC e UFG.

Também participaram entidades do setor produtivo, como CNA, Aprosoja e CropLife, reforçando a integração entre os diferentes elos da cadeia.

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Mercado em expansão coloca Brasil entre líderes globais

O avanço dos bioinsumos posiciona o Brasil entre os três maiores mercados do mundo, ao lado de Estados Unidos e China. Na última safra, o setor movimentou mais de R$ 7 bilhões, com participação estimada entre 15% e 18% do mercado global.

Além disso, a indústria nacional vem registrando crescimento acelerado, com aumento superior a 50% no número de empresas entre 2022 e 2025, impulsionado pela inovação e pela entrada de novos players.

Alinhamento técnico busca garantir segurança e inovação

De acordo com Julia Emanuela de Souza, diretora de relações institucionais da ANPII Bio, o encontro teve como objetivo garantir que o avanço tecnológico seja acompanhado por diretrizes técnicas robustas.

“Esse encontro foi estruturado justamente para garantir que as diretrizes técnicas acompanhem o nível de inovação que o setor já alcançou no Brasil, alinhando de forma sólida ciência, regulação e mercado”, afirma.

Segundo ela, a parceria com o MAPA fortalece a construção de soluções mais consistentes e alinhadas às demandas reais do campo.

Programação abordou desafios regulatórios e avanços tecnológicos

Realizado entre os dias 27 e 29 de abril, o evento foi estruturado em painéis temáticos e discussões práticas, abordando desde fundamentos científicos até desafios operacionais do setor.

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Entre os principais temas discutidos, destacam-se:

  • Qualidade, eficácia e biossegurança dos bioinsumos
  • Protocolos de pesquisa e metodologias analíticas
  • Controle de qualidade e coleções microbiológicas
  • Requisitos regulatórios para registro de produtos
  • Aplicações em bioinsumos de uso animal

Além disso, o encontro explorou avanços tecnológicos como consórcios microbianos, bioderivados e edição gênica, ampliando o debate sobre inovação no setor.

Setor ganha protagonismo na sustentabilidade do agro

O fortalecimento dos bioinsumos reflete uma tendência global de busca por soluções mais sustentáveis na produção agropecuária. No Brasil, o avanço regulatório e tecnológico deve consolidar ainda mais o setor como peça-chave na competitividade do agronegócio.

Com integração entre ciência, indústria e governo, o país avança na construção de um ambiente mais seguro e eficiente para o desenvolvimento de tecnologias biológicas, ampliando seu protagonismo no cenário internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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