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Café sobe nas bolsas internacionais e mercado acompanha safra brasileira, exportações e cenário global

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O mercado internacional do café iniciou a semana com valorização nas principais bolsas globais, refletindo incertezas sobre a oferta mundial da commodity, expectativas em torno da próxima safra brasileira e o impacto do cenário geopolítico internacional sobre as commodities.

Nas negociações desta segunda-feira (9), os contratos futuros do café arábica voltaram a se aproximar do patamar de 300 cents por libra-peso na Bolsa de Nova York, nível considerado estratégico pelos operadores do mercado. Ao mesmo tempo, o café robusta também registrou avanço na Bolsa de Londres, indicando um movimento de sustentação das cotações internacionais.

Arábica se aproxima novamente de 300 cents em Nova York

No início das negociações do dia, os principais contratos de café arábica operavam em alta na ICE Futures US, em Nova York.

O contrato com vencimento em março de 2026 era negociado próximo de 299,80 cents por libra-peso, com valorização de cerca de 220 pontos. Já o contrato maio/2026 registrava aproximadamente 297,50 cents, avanço de 420 pontos.

Para o vencimento julho/2026, as cotações giravam em torno de 292,60 cents por libra-peso, também com ganhos expressivos nas primeiras movimentações do pregão.

Esse movimento reforça a atenção do mercado para o limite psicológico de 300 cents por libra-peso, considerado um dos principais patamares técnicos para o café arábica nas bolsas internacionais.

Robusta também registra ganhos em Londres

No mercado do robusta, negociado na ICE Europe, em Londres, os contratos também abriram a semana em alta.

O contrato março/2026 era negociado ao redor de US$ 3.827 por tonelada, com leve valorização. Já o vencimento maio/2026 operava próximo de US$ 3.783 por tonelada, enquanto o contrato julho/2026 registrava cerca de US$ 3.689 por tonelada, todos com ganhos moderados.

A valorização simultânea do arábica e do robusta indica que os fundamentos de oferta e demanda continuam influenciando fortemente o comportamento das cotações internacionais.

Mercado monitora tamanho da safra brasileira

Entre os principais fatores que sustentam a volatilidade das cotações está a grande divergência nas estimativas para a safra brasileira de café em 2026.

Segundo analistas do setor, as projeções atuais variam significativamente, com estimativas entre 66 milhões e 77 milhões de sacas, dependendo da metodologia utilizada por consultorias e instituições.

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Caso a produção brasileira fique abaixo da faixa entre 70 milhões e 72 milhões de sacas, o mercado poderá enfrentar um cenário de oferta mais restrita, o que tende a sustentar preços mais elevados nas bolsas internacionais.

Por outro lado, uma safra maior pode contribuir para maior equilíbrio entre oferta e demanda global.

Exportações e logística global entram no radar

Os operadores também acompanham os dados recentes de exportação do Brasil. Informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontaram queda nos embarques brasileiros de café em fevereiro na comparação anual, fator que pode reduzir temporariamente a disponibilidade do produto no mercado internacional.

Além disso, questões logísticas globais continuam influenciando o setor. Custos de transporte marítimo, gargalos logísticos e disponibilidade de contêineres seguem sendo variáveis importantes para o fluxo internacional da commodity.

Conflito no Oriente Médio impacta commodities

O mercado cafeeiro também foi influenciado pela volatilidade observada nos mercados financeiros globais após a escalada das tensões no Oriente Médio.

A instabilidade geopolítica provocou forte alta do petróleo e pressionou os custos de transporte marítimo, especialmente após o fechamento do Estreito de Ormuz, importante rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo.

Esse cenário eleva os custos logísticos globais e tende a dar sustentação aos preços de diversas commodities agrícolas, incluindo o café.

Além disso, há preocupações no mercado sobre possíveis impactos logísticos no transporte do café robusta do Vietnã para a Europa, outro fator que contribui para a volatilidade das cotações.

Dados globais de exportação trazem sinais mistos

Informações da Organização Internacional do Café (OIC) indicam que as exportações globais da commodity apresentaram crescimento recente.

Em janeiro, os embarques de países membros e não membros da entidade totalizaram 12,62 milhões de sacas, aumento de 13,7% em relação às 11,1 milhões de sacas registradas no mesmo mês de 2024.

No acumulado dos quatro primeiros meses da safra mundial 2025/26 (outubro a janeiro), as exportações atingiram 46,38 milhões de sacas, alta de 7,5% frente às 43,15 milhões de sacas do mesmo período da temporada anterior.

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Nos últimos doze meses, as exportações globais de café arábica somaram 84,34 milhões de sacas, leve queda de 1,8%, enquanto o robusta apresentou forte crescimento, atingindo 59,21 milhões de sacas, aumento de 14,6%.

Produção e exportações da Colômbia recuam

Entre os fatores altistas observados recentemente está a queda na produção de café da Colômbia.

Dados da Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia indicam que a produção do país em fevereiro foi de 869 mil sacas, redução de 36% em comparação com o mesmo mês do ano anterior, reflexo de problemas climáticos.

Nos últimos doze meses, entre março de 2025 e fevereiro de 2026, a produção colombiana totalizou 12,72 milhões de sacas, recuo de 14%.

As exportações preliminares do país em fevereiro também registraram queda significativa, recuando 32% e somando 807 mil sacas, o que reduz temporariamente a oferta do café colombiano no mercado global.

Mercado físico brasileiro acompanha valorização

No mercado interno brasileiro, os preços também avançaram acompanhando a valorização das bolsas internacionais e do dólar.

Segundo dados recentes do Banco Central do Brasil, a moeda norte-americana permanece negociada na faixa próxima de R$ 5,27, movimento que tende a favorecer os preços das commodities exportadas pelo país.

No balanço semanal recente:

  • O café arábica bebida no Sul de Minas Gerais avançou de R$ 1.850 para R$ 1.910 por saca, alta de 3,2%.
  • O café conilon tipo 7 em Vitória (ES) subiu de R$ 1.020 para R$ 1.060 por saca, valorização de 3,9%.
Perspectivas para o mercado de café

Para as próximas semanas, o mercado internacional deve continuar acompanhando principalmente três fatores centrais:

  • o desenvolvimento da safra brasileira de 2026
  • os dados globais de exportação e estoques
  • o cenário geopolítico e financeiro internacional

A combinação entre fundamentos agrícolas e o ambiente macroeconômico global tende a manter o mercado de café volátil no curto e médio prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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