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Chuvas reduzem oferta e elevam preços da batata nos principais atacados do país

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Precipitações nas regiões produtoras diminuem oferta e impulsionam valores

As chuvas registradas nas principais regiões produtoras de batata têm impactado diretamente o mercado do tubérculo no Brasil. Segundo dados da equipe de Hortifrúti do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a menor disponibilidade do produto fez os preços subirem nos principais centros atacadistas do país na última semana.

Preços em alta nos principais mercados

Nos entrepostos de São Paulo, o preço médio da batata tipo ágata especial aumentou 16,3%, alcançando R$ 53,02 por saca de 25 kg.

No Rio de Janeiro, o avanço foi ainda maior, de 17,3%, com média de R$ 54,69/sc, enquanto em Belo Horizonte o aumento chegou a 12,6%, atingindo R$ 48,43/sc.

Qualidade permanece estável, mesmo com chuvas

Apesar do excesso de umidade nas lavouras, os pesquisadores do Cepea destacam que a qualidade da batata segue satisfatória, sem relatos de descarte de lotes nos boxes de comercialização. A boa conservação do produto tem contribuído para manter a estabilidade na demanda, mesmo com o encarecimento.

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Expectativas para fevereiro: preços devem continuar firmes

Para o mês de fevereiro, os agentes consultados pelo Cepea projetam que a oferta deve continuar limitada pelas chuvas, especialmente nas regiões que compõem a safra das águas. Caso as precipitações persistam, os valores pagos ao produtor e praticados nos atacados devem seguir em patamares elevados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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