Agronegócio

Clima e Demanda Internacional Mantêm Preços da Soja em Alta

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O mercado brasileiro de soja segue sob forte influência do clima, do ritmo da colheita e da demanda internacional. Entre os estados produtores e a Bolsa de Chicago, as cotações refletem ajustes técnicos, preocupações climáticas e otimismo com a exportação para a China.

Colheita brasileira avança com ritmo desigual e clima desafiante

No Rio Grande do Sul, a colheita está em estágio inicial e ocorre de forma pontual. Chuvas irregulares em algumas microrregiões afetam o enchimento de grãos, tornando o clima de fevereiro determinante para confirmar a estimativa de safra acima de 21 milhões de toneladas, após a quebra de 2025.

Os preços nos portos e regiões produtoras mostram esse cenário: no Porto de Rio Grande, a saca chegou a R$ 130,00, alta de 1,56%, enquanto em Ijuí e Cruz Alta foi registrada a R$ 117,00, Passo Fundo R$ 118,00 e Santa Rosa R$ 115,00.

Em Santa Catarina, a liquidez do mercado segue limitada, com foco no abastecimento das indústrias de carne. No Porto de São Francisco do Sul, a saca avançou para R$ 128,00, alta de 1,59%, enquanto Palma Sola marcou R$ 118,00, Rio do Sul R$ 117,00 e Campos Novos R$ 136,00.

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No Paraná, 20% da área já foi colhida, cerca de 347 mil hectares, mantendo a expectativa de safra recorde de 22 milhões de toneladas. Cascavel registrou R$ 116,76, Maringá R$ 115,00 e Ponta Grossa R$ 121,00 FOB.

No Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul colheu apenas 6,2% da área, com produção estimada 20,1% menor que a safra anterior. Dourados marcou R$ 112,00 e Campo Grande R$ 106,00. Mato Grosso, com 40% da área colhida, enfrenta excesso de chuvas, umidade de até 30% nos grãos e alta nos fretes de 7% a 20%, refletindo na queda da saca: Rondonópolis R$ 102,40 e Sorriso R$ 99,10.

Bolsa de Chicago acompanha geopolítica e fundamentos

Na manhã de quinta-feira (26), os contratos futuros de soja apresentaram leve alta na Bolsa de Chicago, com ajustes técnicos e expectativa por notícias do cenário geopolítico e climático. O vencimento de março estava cotado a US$ 11,49 por bushel, e maio a US$ 11,67.

A atenção dos traders está voltada às relações entre Estados Unidos e China, que podem impactar a demanda internacional. Enquanto a procura pela soja brasileira segue intensa, a China também monitora ofertas norte-americanas, sustentando os preços.

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No complexo soja, o farelo registrou alta de 0,7%, enquanto o óleo recuou 0,7%, refletindo a volatilidade do mercado. Especialistas destacam que o clima na América do Sul continua sendo um fator crítico, com excesso de umidade no Brasil Central e déficit no Sul e na Argentina.

Demanda externa e biocombustíveis reforçam valorização

No pregão de quarta-feira, a soja renovou máximas de três meses na Bolsa de Chicago, impulsionada pelo otimismo em relação à demanda por biocombustíveis nos EUA e pelas exportações para a China.

O contrato de março fechou em alta de 0,77% (1.148,25 cents por bushel) e o de maio subiu 0,84% (1.165,00 cents). O farelo avançou 2,45%, atingindo 318,3 dólares por tonelada curta, enquanto o óleo subiu 0,38%, para 60,26 cents por libra-peso.

O suporte veio também da Agência de Proteção Ambiental dos EUA, que anunciou proposta de novas metas para mistura de biocombustíveis, fortalecendo a demanda por óleo de soja, principal insumo na produção de biodiesel.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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