Agronegócio

Clima pode mudar cenário do arroz em casca no Brasil; mercado segue travado apesar de leve recuperação

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O mercado do arroz em casca no Brasil ensaiou uma leve recuperação no fim de junho, mas o movimento ainda não se mostrou suficiente para sustentar uma tendência de alta mais consistente. A pressão vem, principalmente, da dificuldade de repasse de preços ao consumidor final, que segue limitando a reação ao longo da cadeia produtiva.

Segundo o diretor de operações da Itaobi Representações, Sérgio Cardoso, a valorização observada na matéria-prima não foi acompanhada na mesma intensidade pelo arroz empacotado nas gôndolas, o que reduz o espaço para novas altas no campo.

Repasse de preços segue travado na cadeia do arroz

A diferença entre o comportamento do arroz em casca e do produto final evidencia um desequilíbrio na transmissão de preços entre indústria e varejo. Sem conseguir repassar os aumentos ao consumidor, o setor industrial adota postura mais cautelosa nas compras, o que reduz o ritmo de valorização no mercado primário.

Esse cenário reforça a percepção de que os estoques seguem em níveis confortáveis, o que contribui para limitar movimentos mais agressivos por parte dos compradores. Na prática, as negociações continuam sendo guiadas pela disponibilidade imediata do produto, sem pressões de escassez relevantes no curto prazo.

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Estoques elevados mantêm mercado acomodado

Na avaliação de agentes do setor, enquanto houver sensação de oferta suficiente, o mercado tende a operar de forma defensiva, com baixa disposição para elevação de preços mais expressiva.

Esse comportamento reduz a liquidez em momentos de tentativa de alta e impede a consolidação de movimentos mais firmes de valorização do arroz em casca, mesmo diante de ajustes pontuais no mercado físico.

El Niño segue no radar, mas efeitos ainda são incertos

O fenômeno climático El Niño, já confirmado, continua sendo monitorado de perto pelo setor arrozeiro. No entanto, até o momento, seus impactos sobre a produção ainda não se refletem de forma concreta nos preços ou na disponibilidade do produto.

O mercado, por enquanto, continua pautado por fundamentos atuais, como níveis de estoque e ritmo de comercialização, deixando em segundo plano as incertezas climáticas futuras.

Clima pode redefinir cenário nos próximos meses

A expectativa do setor é de que o quadro possa mudar caso as condições climáticas passem a afetar de forma mais significativa a produção nas próximas safras. Nesse cenário, uma eventual redução na oferta poderia alterar rapidamente o comportamento dos compradores e dar sustentação a uma nova trajetória de alta.

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Por enquanto, no entanto, o mercado do arroz segue em compasso de espera, equilibrando uma tentativa de recuperação de preços com estoques ainda confortáveis e um cenário climático que, embora monitorado, ainda não se traduz em impacto direto sobre a oferta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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