Agronegócio

Clima quente acelera maturação e derruba preços do tomate nas principais praças produtoras

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O mercado do tomate apresentou desvalorização expressiva entre os dias 10 e 14 de novembro, reflexo do aumento da oferta e do clima mais quente, que tem acelerado o amadurecimento dos frutos. Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada/Esalq-USP), o tomate longa vida 3A foi comercializado, em média, a R$ 50,33 por caixa em São Paulo (queda de 10,1%), R$ 53,67 por caixa no Rio de Janeiro (baixa de 14,1%), R$ 47,63 por caixa em Belo Horizonte (MG) (recuo de 11,4%) e R$ 69,12 por caixa em Campinas (SP) (redução de 4,9%).

Temperaturas elevadas aceleram maturação e aumentam oferta

As temperaturas mais altas registradas nas últimas semanas contribuíram para um ritmo de maturação mais acelerado nas regiões produtoras, ampliando o volume disponível no mercado. Esse cenário tem pressionado as cotações, principalmente nas praças que iniciaram a safra de verão, somando-se à produção das regiões que colhem durante todo o ano e das que ainda estão na fase final da safra de inverno.

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Produção concentrada em regiões de safra e transição

Em Venda Nova do Imigrante (ES), o Cepea destaca um aumento significativo na maturação, o que tem resultado em maior volume de colheita. Já no Norte do Paraná, a produção está em pico de safra, com estimativa de entrega de 70% dos frutos da segunda etapa da colheita de inverno até o final de novembro.

A região compensa a redução do ritmo em Sumaré (SP), que encerra a fase mais intensa da safra. Além disso, produtores de Itapeva (SP) já começaram a disponibilizar volumes relevantes de tomate no mercado, ampliando ainda mais a oferta nacional.

Expectativa de estabilidade para a próxima semana

Com o avanço simultâneo das colheitas de inverno e verão, o mercado deve permanecer estável nos próximos dias, de acordo com analistas do Cepea. A tendência é que os preços se mantenham próximos dos patamares atuais, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda deve prevalecer até a chegada de novas frentes frias ou mudanças no ritmo de colheita.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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