Agronegócio

Colheita da safrinha de milho avança para 30% no Centro-Sul com melhora do clima, aponta AgRural

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A colheita da segunda safra de milho 2026 ganhou força no Centro-Sul do Brasil com a redução das chuvas nas principais regiões produtoras. Levantamento da AgRural mostra que os trabalhos alcançaram 30% da área cultivada até 2 de julho, avanço de oito pontos percentuais em relação à semana anterior, quando o índice era de 22%.

O desempenho também supera o registrado no mesmo período da safra passada, quando 28% da área havia sido colhida, refletindo a melhora das condições climáticas em parte das lavouras.

Mato Grosso lidera avanço da colheita do milho

O principal destaque continua sendo Mato Grosso, maior produtor nacional de milho segunda safra, onde o tempo mais seco permitiu acelerar significativamente as operações de colheita.

Além do estado mato-grossense, Goiás também registrou evolução importante nos trabalhos, beneficiado pelo período de clima mais estável observado nos últimos dias.

A redução das precipitações favoreceu a entrada das máquinas nas lavouras, reduzindo as interrupções provocadas pelo excesso de umidade.

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Umidade ainda preocupa qualidade dos grãos

Apesar da melhora no ritmo da colheita, a AgRural alerta que ainda existem desafios relacionados à qualidade da produção.

Em Mato Grosso, parte das áreas colhidas apresenta problemas provocados pela elevada umidade registrada durante o período de maturação e início da colheita, fator que pode comprometer a qualidade dos grãos em alguns lotes.

Nos demais estados produtores do Centro-Sul, embora as chuvas tenham diminuído, a umidade dos grãos ainda permanece elevada, impedindo um avanço mais acelerado das operações.

Clima será decisivo para acelerar os trabalhos

A expectativa do mercado é de que a continuidade do tempo mais seco nas próximas semanas permita intensificar a colheita da safrinha de milho nas principais regiões produtoras do país.

Caso as condições climáticas permaneçam favoráveis, o ritmo de retirada da produção tende a aumentar, contribuindo para a chegada de maior volume de milho ao mercado e para o avanço da comercialização da safra 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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