Agronegócio

Colheita do milho no Rio Grande do Sul chega a 50% e enfrenta impactos do clima quente e seco

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Metade da área cultivada já foi colhida no Estado

A colheita do milho no Rio Grande do Sul já alcança cerca de 50% da área plantada, conforme dados do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (12). O avanço das colheitas tem sido favorecido pelo clima seco e pelas altas temperaturas, que contribuem para a rápida perda de umidade dos grãos.

Fases do cultivo e produtividade dentro da média

Segundo o levantamento, 21% das lavouras estão em maturação, 16% em enchimento de grãos, 6% em floração e 7% ainda em desenvolvimento vegetativo.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a produtividade das áreas já colhidas permanece próxima da média inicialmente projetada, embora varie conforme as condições do solo e o manejo adotado em cada propriedade.

Clima afeta rendimento e dificulta plantio da segunda safra

A redução das chuvas e as temperaturas elevadas durante fases críticas do ciclo, como pendoamento, polinização e enchimento de grãos, comprometeram o potencial produtivo das lavouras. As perdas são mais acentuadas em áreas com solos de baixa retenção de umidade.

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Além disso, a falta de chuva tem limitado o plantio da segunda safra e o cultivo em sucessão, prejudicando a emergência e o desenvolvimento inicial das plantas.

Produtores devem intensificar o monitoramento de pragas

No aspecto fitossanitário, a incidência da cigarrinha-do-milho aumentou em diversas regiões, o que exige monitoramento constante e manejo adequado por parte dos produtores. Também há registros pontuais da lagarta-do-cartucho, reforçando a necessidade de estratégias preventivas de controle.

Projeção de nova estimativa de safra para março

A área total cultivada com milho no Estado é estimada em 785 mil hectares, com produtividade inicial de 7,37 toneladas por hectare.

A Emater/RS-Ascar informou que uma nova projeção de safra será divulgada no início de março, com atualização das estimativas de produção conforme o avanço da colheita e as condições climáticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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