Agronegócio

Comercialização de soja no Brasil segue cautelosa diante de ajustes em Chicago e pressão sobre armazenagem

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A comercialização da soja no Brasil permanece em ritmo cauteloso, refletindo desafios logísticos, a necessidade de gestão estratégica de estoques e os ajustes recentes do mercado internacional, principalmente na Bolsa de Chicago. Produtores e investidores monitoram a demanda chinesa, o clima nas regiões produtoras e a capacidade de armazenagem nos principais estados.

Rio Grande do Sul e Santa Catarina priorizam liberação de armazéns

No Rio Grande do Sul, os produtores seguem focados na liberação dos armazéns, diante do encavalamento entre a safra de trigo remanescente e a entrada da soja. Segundo a TF Agroeconômica, para pagamentos em novembro com entrega em dezembro, os preços no porto foram cotados a R$ 141,00 por saca (-0,21% semanal), enquanto no interior, em cidades como Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, as referências ficaram em torno de R$ 131,00 por saca (-0,38% semanal), com liquidação prevista para 30 de outubro.

Em Santa Catarina, o avanço moderado da semeadura reforça a estratégia de retenção. Historicamente utilizada como ferramenta estratégica no estado, a capacidade de armazenagem tende a ganhar protagonismo na colheita, permitindo maior controle sobre a inserção de volumes no mercado. No porto de São Francisco do Sul, a saca de soja está cotada a R$ 140,08 (+0,06%).

Paraná enfrenta pressão crescente sobre capacidade de armazenamento

No Paraná, a antecipação da colheita e a necessidade de escoamento dos grãos podem aumentar a pressão sobre a capacidade de armazenagem, gerando filas de descarga nos principais polos. Em Paranaguá, o preço da soja chegou a R$ 141,00 (+1,08%), enquanto em Cascavel, Maringá, Ponta Grossa e Pato Branco, os preços variaram entre R$ 120,00 e R$ 140,08 por saca, com pequenas variações positivas em relação à semana anterior.

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Estratégias de retenção e escalonamento no Mato Grosso do Sul e Mato Grosso

No Mato Grosso do Sul, o plantio avançado permite que produtores adotem estratégias de retenção e escalonamento das vendas, suavizando impactos imediatos no mercado físico e preservando a capacidade de armazenagem. Em Dourados, Campo Grande e Maracaju, o preço spot da soja foi de R$ 127,00 por saca (+1,60%), enquanto Chapadão do Sul ficou em R$ 122,22 (+0,33%).

Em Mato Grosso, o avanço rápido da colheita convive com irregularidades nas lavouras, o que aumenta a pressão sobre o frete interno caso a colheita se concentre tardiamente. Os preços FOB variam entre R$ 121,50 e R$ 123,62 por saca, dependendo da região (Campo Verde, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Primavera do Leste, Rondonópolis e Sorriso).

Bolsa de Chicago registra ajustes após compras chinesas

Os preços da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) recuaram nesta quarta-feira (19), refletindo ajustes do mercado após altas expressivas registradas no início da semana. Por volta das 8h30 (horário de Brasília), os contratos futuros perdiam entre 6,50 e 7,25 pontos, com o vencimento de janeiro cotado a US$ 11,46 por bushel e maio a US$ 11,60 por bushel.

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Os contratos de farelo e óleo de soja também registraram movimentações, com o farelo para dezembro recuando 1,15%, a US$ 327 por tonelada curta, e o óleo avançando 2,01%, a 52,17 cents por libra-peso.

Segundo a TF Agroeconômica, a oscilação reflete a realização de lucros após a confirmação das negociações oficiais de compra pela China, que adquiriu 792 mil toneladas da safra 2025/26, totalizando pouco mais de 1 milhão de toneladas já reportadas. Apesar da demanda chinesa, o mercado já vinha precificando estas aquisições, exigindo novas notícias para sustentar uma tendência de alta mais consistente.

O USDA projeta que a China compre até 12 milhões de toneladas de soja até o fim do ano, o que ainda deixa cerca de 11 milhões de toneladas a serem efetivadas. Caso o ritmo de compras não se acelere, cresce o risco de novas correções nos preços internacionais.

Fatores climáticos e geopolíticos continuam a influenciar o mercado

No Brasil, a atenção permanece sobre o clima nas regiões produtoras, que apresenta sinais de melhora, e sobre a capacidade logística de escoamento até os portos e esmagadoras. As questões geopolíticas e a continuidade da demanda chinesa seguem sendo monitoradas, influenciando as estratégias de comercialização e os ajustes de preços no mercado doméstico e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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