Agronegócio

Corte de R$ 445 milhões no seguro rural acende alerta para o próximo Plano Safra

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O governo federal liberou nesta terça-feira (24.06) R$ 360,5 milhões para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), elevando o total de recursos disponíveis para R$ 459 milhões em 2025 – praticamente metade da previsão orçamentária de R$ 1 bilhão. A notícia, mesmo positiva, vem em um cenário tensionado: o restante, cerca de R$ 445 milhões, segue retido para cumprimento de metas fiscais, o que provocou reações do setor produtivo.

Com o anúncio do Plano Safra 2025/26 previsto para a próxima segunda-feira (30), os produtores se preocupam que vá faltar recursos para a próxima safra. A expectativa é de que o volume total a ser anunciado para a safra 25/26 supere R$ 600 bilhões, com recursos provenientes de diferentes fontes, como depósitos à vista, poupança rural e LCAs.

Em abril a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) entregou ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, uma proposta que estimava que o crédito necessário à agropecuária alcance R$ 1,3 trilhão, metade com origem direta no Plano safra. Agora, com o corte de R$ 445 milhões do PSR os produtores ficam na expectativa de que o valor a ser anunciado pelo governo não atende sua necessidades.

TIRO NO PÉ – O presidente do Instituto do Agronegócio(IA), Isan Rezende (foto) disse que o bloqueio dos recursos do seguro rural é um tiro no pé do país. “O produtor fica desprotegido, enquanto o governo prioriza metas fiscais sem medir o estrago no campo. Isso gera instabilidade para quem planta, investe e vive do campo”, criticou Rezende.

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Para ele, o reflexo vem na área plantada, no crédito e na logística. “A próxima safra depende desse compromisso – não é hora de cortar, mas de sustentar o produtor. O Plano Safra 2025/26 precisa ser um divisor de águas. O produtor rural chega a esse momento com insegurança, principalmente por causa desses cortes no seguro rural e da falta de previsibilidade no crédito. O que se espera agora é um anúncio robusto, transparente e voltado à produtividade e competitividade do setor. O agronegócio brasileiro não pode ser tratado como mais uma rubrica fiscal — ele é o motor da economia”, frisou o presidente do IA.

“Um Plano Safra tímido ou mal calibrado será sentido em toda a cadeia produtiva: do campo à indústria, e claro, no supermercado. O campo responde rápido — para o bem ou para o mal. Por isso, o que esperamos não é apenas um volume expressivo de recursos, mas uma sinalização clara de compromisso com a agricultura e pecuária sustentáveis, modernas e economicamente viáveis”, completou Rezende.

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PSR – Pelo anuncio feito ontem pelo MInisterio da Agricultura (MAPA), governo liberará R$ 280 milhões para a contratação de apólices do Programa de Seguro Rural para as culturas de inverno; R$ 36 milhões serão destinados às frutíferas; R$ 7,5 milhões à pecuária; R$ 1,5 milhão para áreas de florestas; e mais R$ 35,5 milhões para as demais culturas.

Segundo o secretário de Política Agrícola, o bloqueio pode ser revertido a tempo de atender à safra de verão, já que o PSR é considerado um gasto discricionário. Ele afirmou que os valores liberados devem suprir a maior parte das demandas das culturas de inverno, com possibilidade de liberação adicional para os demais segmentos.

O PSR oferece subsídio de 40% no valor das apólices de seguro rural — exceto para soja, que tem um alívio de 20%. Qualquer produtor, pessoa física ou jurídica, pode acessar o programa, que já conta com 17 seguradoras habilitadas.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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