Agronegócio

Crédito rural empresarial cresce e atinge R$ 404 bilhões no Plano Safra 2025/2026

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O crédito rural empresarial manteve trajetória de crescimento no Plano Safra 2025/2026, alcançando R$ 404 bilhões em contratações entre julho de 2025 e março de 2026. O volume representa avanço de 10% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando foram registrados R$ 368 bilhões, conforme dados do Boletim do Crédito Rural elaborado pelo Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário (Defin).

Já os recursos efetivamente concedidos, ou seja, aqueles liberados diretamente aos produtores, somaram R$ 387 bilhões, crescimento de 5% na comparação anual.

CPR lidera crescimento e fortalece financiamento do custeio

O principal destaque do período foi a forte expansão das Cédulas de Produto Rural (CPR), que cresceram 38%, atingindo R$ 183,1 bilhões. Como esse instrumento é majoritariamente voltado ao custeio da produção, sua combinação com o crédito tradicional eleva significativamente os recursos disponíveis para essa finalidade.

Somando CPR e custeio convencional, o volume destinado ao financiamento da safra chegou a R$ 303,1 bilhões, alta de 13% em relação ao ciclo anterior.

O desempenho reforça a relevância da CPR como ferramenta estratégica de financiamento no agronegócio brasileiro, especialmente em um cenário de maior seletividade no crédito.

Industrialização avança, enquanto custeio e investimento recuam

A análise por finalidade mostra comportamentos distintos entre as linhas de crédito. A industrialização foi o segmento de maior crescimento, com alta de 74% nas contratações, totalizando R$ 28,1 bilhões, e avanço de 64% nas concessões, que chegaram a R$ 26,4 bilhões.

Por outro lado, as linhas tradicionais apresentaram retração:

  • Custeio: queda de 11% nas contratações (R$ 120 bilhões) e de 15% nas concessões (R$ 114,3 bilhões);
  • Investimento: recuo de 16% nas contratações (R$ 45,5 bilhões) e de 30% nas concessões (R$ 37,6 bilhões);
  • Comercialização: redução de 10% nas contratações (R$ 27,2 bilhões) e de 16% nas concessões (R$ 25,5 bilhões).
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A redução na demanda por investimento reflete a cautela dos produtores diante do atual cenário de juros elevados, mesmo com expectativa de queda da taxa básica ao longo dos próximos meses.

Número de contratos cai e indica maior seletividade

O total de contratos firmados no período apresentou queda de 24%, passando de 534.351 para 408.353 operações. O movimento indica maior seletividade tanto por parte dos produtores quanto das instituições financeiras.

Na segmentação:

  • O Pronamp somou 156.485 contratos;
  • Os demais produtores registraram 127.615 operações;
  • As operações com CPR totalizaram 125.310 contratos.

Regionalmente, o Sul lidera em número de operações, enquanto o Sudeste concentra os maiores volumes financeiros.

Fontes de recursos mostram expansão da LCA

As fontes controladas de crédito rural totalizaram R$ 106,5 bilhões em concessões, com leve retração de 7%. Entre os destaques:

  • Recursos obrigatórios cresceram 19%, atingindo R$ 42,8 bilhões;
  • LCA controlada avançou de forma expressiva, com alta de 3.564%, chegando a R$ 26,9 bilhões;
  • Poupança rural controlada somou R$ 7,5 bilhões;
  • Fundos constitucionais alcançaram R$ 14,5 bilhões.

Já as fontes não controladas totalizaram R$ 97,3 bilhões, com destaque para:

  • LCA, com R$ 47,8 bilhões;
  • Poupança rural livre, que cresceu 39%, atingindo R$ 44,4 bilhões;
  • BNDES livre, que recuou 11%, somando R$ 4,4 bilhões.
Execução do Plano Safra ainda tem 62% dos recursos disponíveis

Até março de 2026, foram executados 38% dos recursos equalizáveis previstos no Plano Safra 2025/2026. Do total de R$ 113,4 bilhões programados, R$ 43,4 bilhões já foram concedidos.

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Por modalidade:

  • Custeio: R$ 24,7 bilhões liberados (39% do total previsto);
  • Investimento: R$ 18,4 bilhões (37% executado);
  • Comercialização: R$ 307 milhões (36% executado).

Entre as instituições financeiras, o Banco do Brasil lidera a execução, seguido por cooperativas como Sicoob e Cresol, que apresentam elevado nível de cumprimento das metas, especialmente no custeio.

Volume contratado ainda não liberado soma R$ 21,7 bilhões

O boletim aponta que ainda há R$ 21,7 bilhões em crédito contratado, mas não liberado aos produtores. Desse total:

  • R$ 10,8 bilhões não estão vinculados a programas específicos;
  • R$ 2,2 bilhões referem-se ao Pronamp;
  • R$ 0,9 bilhão ao PCA;
  • R$ 0,6 bilhão para Funcafé e Moderfrota, cada.

Esse montante representa potencial de liquidez adicional para o setor nos próximos meses.

Perspectivas indicam espaço para crescimento até o fim do plano

O desempenho do crédito rural no período evidencia um setor resiliente, com expansão no volume global de recursos, impulsionada principalmente pelas CPRs e pelo avanço da agroindustrialização.

Por outro lado, a retração nas linhas tradicionais de custeio e investimento reforça a cautela dos produtores diante do ambiente de juros elevados.

Com 62% dos recursos equalizáveis ainda disponíveis, o Plano Safra 2025/2026 apresenta espaço significativo para novas contratações, o que pode sustentar o financiamento do agronegócio ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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