Agronegócio

Cresce o uso de bioinsumos no campo: estratégias e confiança impulsionam o mercado entre produtores rurais

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O mercado de bioinsumos vem ganhando força no agronegócio brasileiro, impulsionado por estratégias que valorizam a eficiência, a segurança e a sustentabilidade das lavouras. Para o produtor rural, o foco vai além de diferenças entre produtos biológicos e químicos — o que realmente importa é encontrar soluções eficazes e confiáveis para aumentar a produtividade e proteger o cultivo.

Integração entre nutrição tradicional e bioinsumos fortalece resultados no campo

Empresas que conseguem comunicar bem a combinação entre fertilizantes convencionais e bioinsumos têm se aproximado mais das necessidades reais do produtor. Mais do que oferecer produtos, essas companhias buscam gerar segurança e credibilidade, aproximando a teoria da prática.

Uma das estratégias mais eficazes é a experimentação in loco, ou seja, a realização de testes diretamente nas propriedades rurais, respeitando as particularidades de manejo e clima de cada região. Essa prática permite ao produtor visualizar resultados concretos e comprovar o desempenho das tecnologias aplicadas.

Consultores técnicos e experimentação validam tecnologias

O apoio de consultores técnicos é fundamental nesse processo. Profissionais de confiança, com experiência no campo, são multiplicadores de conhecimento e influenciam positivamente a adoção de novas tecnologias. Ao investir na capacitação e no relacionamento com esses consultores, as empresas validam cientificamente suas soluções e ampliam a credibilidade junto aos agricultores.

Dessa forma, cria-se um ecossistema colaborativo, envolvendo produtores influentes e marcas associadas a resultados comprovados. Esse modelo transforma a adoção de bioinsumos em um processo sustentado por evidências, e não apenas por promessas de produtividade.

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Produtor busca eficiência e previsibilidade em meio às incertezas do mercado

De acordo com a Fiesp-Deagro, a principal motivação dos produtores para o uso de bioinsumos é a eficiência comprovada. Atualmente, o Brasil conta com mais de 140 empresas e 600 produtos registrados nesse segmento, o que aumenta a complexidade na hora da escolha.

O produtor rural, diante de fatores imprevisíveis — como variações climáticas, flutuação nos preços de commodities e custos de insumos —, tende a optar por produtos que ofereçam maior previsibilidade e segurança, mesmo que a promessa de produtividade seja ligeiramente inferior.

Programas de demonstração e inovação ampliam a confiança

Para gerar essa confiança, muitas empresas têm desenvolvido programas de demonstração de campo. Um exemplo é a iniciativa “Liga dos Campeões”, da VIVAbio, uma das maiores fabricantes nacionais de bioinsumos à base de fungos e bactérias. O programa reúne cerca de 300 áreas demonstrativas pelo país, com resultados consistentes que comprovam a eficiência das tecnologias.

Outro fator que tem favorecido o avanço do setor é a inovação industrial. Novos bioinsumos dispensam o uso de freezers, podendo ser armazenados em temperatura ambiente, o que amplia o acesso para pequenos e médios produtores e facilita a logística.

Cooperativas e revendas são essenciais na disseminação do conhecimento

As cooperativas e revendas agrícolas desempenham papel decisivo no atendimento técnico e comercial. Elas oferecem suporte e treinamento às equipes de campo, garantindo comunicação clara e atendimento próximo ao produtor.

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Mesmo com o crescimento expressivo, um dos principais desafios do setor é a disseminação do conhecimento técnico. A falta de informação ainda limita a adoção de bioinsumos em várias regiões. Por isso, investir em educação e capacitação é estratégico para consolidar a imagem desses produtos como soluções seguras e sustentáveis.

Mercado de bioinsumos cresce acima de 30% e deve representar 25% dos químicos

Segundo estimativas do setor, o mercado brasileiro de bioinsumos cresceu mais de 30% no último ano e pode representar até 25% do valor total dos produtos químicos convencionais em breve. Esse avanço reflete não apenas a eficiência técnica, mas também o aumento da demanda por práticas agrícolas mais sustentáveis e alimentos de maior qualidade.

Sustentabilidade e segurança marcam o futuro do setor

Em resumo, o mercado de bioinsumos representa uma evolução na forma de produzir alimentos, unindo tecnologia, sustentabilidade e confiança. Apostar em experimentação local, capacitação técnica e comunicação transparente é essencial para consolidar o crescimento do setor e fortalecer o agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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