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Crise global de empregos ameaça países em desenvolvimento, alerta Banco Mundial

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O presidente do Banco Mundial fez um alerta contundente sobre o futuro do mercado de trabalho global, destacando que o mundo pode enfrentar uma grave crise de empregos nos próximos anos — mesmo diante de uma eventual redução das tensões geopolíticas. O tema ganha relevância durante as reuniões de primavera das principais autoridades financeiras internacionais, realizadas em Washington.

Déficit de empregos pode atingir escala histórica

De acordo com estimativas apresentadas, cerca de 1,2 bilhão de pessoas devem entrar na idade economicamente ativa em países em desenvolvimento nos próximos 10 a 15 anos. No entanto, a capacidade dessas economias de gerar empregos não acompanhará esse crescimento.

A projeção indica a criação de aproximadamente 400 milhões de vagas no período, o que resultaria em um déficit de cerca de 800 milhões de empregos — um cenário considerado crítico para a estabilidade social e econômica global.

Desafios estruturais exigem atenção além das crises imediatas

Mesmo com o cenário internacional marcado por conflitos e incertezas, a avaliação é de que os desafios estruturais precisam permanecer no centro das discussões. Entre os principais pontos destacados estão:

  • Expansão da geração de empregos
  • Ampliação do acesso à energia elétrica
  • Garantia de abastecimento de água potável
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A análise reforça que, embora crises de curto prazo exijam respostas rápidas, a falta de foco em questões estruturais pode comprometer o desenvolvimento sustentável, especialmente nas economias emergentes.

Reuniões globais ocorrem sob pressão geopolítica

O encontro de autoridades financeiras acontece em um ambiente de elevada tensão internacional. O conflito no Oriente Médio continua sendo um dos principais fatores de preocupação, com potencial para impactar diretamente o crescimento econômico global.

Entre os riscos observados estão:

  • Aumento da inflação
  • Volatilidade nos mercados
  • Interrupções nas cadeias de suprimento
  • Energia e conflitos ampliam riscos para a economia mundial

Apesar do anúncio de um cessar-fogo temporário na região, o cenário ainda é considerado instável. A interrupção no fluxo de energia, especialmente em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, segue como um dos principais pontos de atenção.

Além disso, conflitos paralelos continuam contribuindo para a incerteza, mantendo o mercado global em alerta quanto aos desdobramentos econômicos.

Cooperação internacional será decisiva

Diante do cenário projetado, especialistas apontam que a resposta aos desafios exigirá coordenação entre governos, organismos internacionais e setor privado. A criação de empregos em larga escala, aliada a investimentos em infraestrutura básica, será fundamental para reduzir os impactos sociais e garantir crescimento econômico sustentável nos países em desenvolvimento.

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O alerta reforça a necessidade de planejamento de longo prazo, mesmo em um contexto global marcado por instabilidade e mudanças rápidas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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