Agronegócio

Demanda aquecida e oferta restrita elevam preço do etanol hidratado em São Paulo, aponta Cepea

Publicado em

O preço do etanol hidratado registrou alta no estado de São Paulo após seis semanas consecutivas de recuo, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). O movimento de valorização foi impulsionado por uma combinação de fatores que envolveram tanto o aumento da demanda quanto a limitação da oferta.

Distribuidoras ampliam compras e impulsionam o mercado

De acordo com o Cepea, o aquecimento da demanda foi um dos principais responsáveis pela alta, com maior participação de distribuidoras independentes e de grande porte no mercado. Essa movimentação ampliou a procura pelo biocombustível, elevando os preços nas negociações entre usinas e compradores.

Oferta limitada e fim da safra influenciam preços

No lado da oferta, a chuva nas regiões produtoras reduziu o ritmo das atividades agrícolas e industriais, restringindo a disponibilidade de produto no mercado. Além disso, vendedores mais cautelosos, atentos aos estoques de etanol armazenados, optaram por reter parte da produção à espera de valores mais altos.

Outro fator de suporte aos preços é a proximidade do encerramento da safra 2025/26 na região Centro-Sul, o que naturalmente tende a reduzir a oferta de etanol nas próximas semanas.

Leia Também:  Porto de Santos bate recorde de embarques do agronegócio: crescimento de 18,7%
Indicadores do Cepea mostram alta no hidratado e leve queda no anidro

Entre os dias 13 e 17 de outubro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,7365 por litro (valor líquido de ICMS e PIS/Cofins), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Já o etanol anidro, utilizado na mistura com a gasolina, apresentou leve retração de 0,15%, sendo comercializado a R$ 3,1079 por litro (valor líquido, sem PIS/Cofins).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

Published

on

O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

Leia Também:  Acordo Mercosul-UE deve ampliar concorrência e reduzir preços de vinhos no Brasil, impulsionando negócios no setor

 

Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

BOA VISTA

RORAIMA

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA