Agronegócio

Do campo ao caminhão sem anotar nada: como uma algodoeira brasileira rastreou 100% dos seus rolos com RFID

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No interior do Brasil, em plena safra de algodão, colheitadeiras percorrem centenas de hectares formando rolos de grande porte que são soltos diretamente no campo. Cada rolo precisa ser identificado, pesado, qualificado e rastreado até a algodoeira, onde é finalmente beneficiado. O problema: até pouco tempo atrás, boa parte desse processo era feito a olho, com tinta spray, prancheta e anotações manuais.

Um operador saía de motocicleta pelo campo para registrar, de memória, em qual talhão cada rolo havia sido colhido e qual a variedade do algodão. Na pesagem, o caminhão era carregado e o peso líquido estimado dividindo o total pela contagem visual dos rolos. Na entrada da algodoeira, um funcionário com prancheta anotava um a um os rolos que entravam na máquina de beneficiamento, dados que depois precisavam ser digitados no sistema. O resultado era previsível: erros, retrabalho, rastreabilidade precária e impossibilidade de medir produtividade por talhão, variedade ou turno.

A tecnologia que chegou ao campo

A virada veio com a implantação de um projeto de rastreabilidade por RFID desenvolvido pela Proxion Solutions, integradora parceira da Zebra Technologies e distribuída no Brasil pela ScanSource. A solução aproveitou um recurso que já existia e nunca havia sido utilizado: as lonas de enfardamento agrícola em que cada rolo é envolto já saem de fábrica com quatro tags RFID embutidas.

Com um coletor de dados Zebra acoplado a um leitor também da Zebra, o operador passa próximo ao rolo e aperta um botão. O sistema, rodando o software Anytask da Proxion, identifica a tag, cruza com arquivos georreferenciados (KML) e determina automaticamente em qual talhão e com qual variedade de algodão aquele rolo foi produzido. Tudo isso com o GPS nativo do equipamento, sem depender de sinal de internet no campo. Os dados ficam armazenados localmente no coletor e são sincronizados com o SAP assim que o operador retorna à base com acesso à rede.

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Na balança, portais RFID com leitores Zebra e antenas identificam automaticamente todos os rolos empilhados no caminhão, mesmo quando sobrepostos. O sistema valida quantos e quais rolos estão presentes, registra o peso bruto via integração com a balança e calcula o peso individual de cada rolo com base em dados reais, não em estimativas. Qualquer inconformidade gera um alerta imediato e bloqueia o apontamento até a correção.

No beneficiamento, um segundo portal RFID monitora a entrada dos rolos na máquina. A cada rolo consumido, o status é atualizado automaticamente no SAP. O resultado é um histórico completo de cada rolo: quem colheu, em qual talhão, quando foi pesado, quanto pesou, quando entrou na algodoeira e qual foi o rendimento. Informações que antes não existiam passaram a estar disponíveis em tempo real, permitindo relatórios de produtividade por variedade, turno e máquina.

Por que equipamento robusto faz diferença no campo

Um dos pontos centrais do projeto é o uso de equipamentos industriais certificados para ambientes hostis. Smartphones convencionais podem falhar na primeira chuva ou numa queda numa poça d’água, cenários rotineiros no campo durante a colheita.

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Já os coletores Zebra suportam imersão em água, variações de temperatura e exposição prolongada ao sol, o equipamento acompanha o turno inteiro sem interrupção.

Essa robustez não é detalhe operacional: é o que garante que os dados sejam capturados sem lacunas. Um equipamento que para no meio do campo significa um rolo sem registro e um registro faltando significa rastreabilidade quebrada.

Rastreabilidade como vantagem competitiva

O agronegócio brasileiro enfrenta pressão crescente de mercados internacionais exigentes em comprovação de origem, qualidade e conformidade regulatória. Projetos como o implantado por Proxion, Zebra e ScanSource mostram que é possível levar para o campo a mesma precisão de rastreabilidade que já existe em fábricas e centros de distribuição e que tecnologias como RFID, GPS e integração com ERP não são exclusividade da indústria 4.0 urbana.

Para produtores rurais, cooperativas e empresas da cadeia do algodão – e de outras culturas com desafios similares de rastreabilidade em campo – o primeiro passo é entender onde, no próprio processo, a informação ainda se perde entre uma etapa e outra.

Para isso, conheça o portfólio completo de soluções Zebra para o agronegócio!

Zebra Technologies é líder global em soluções de visibilidade operacional, com presença em mais de 100 países e uma rede de mais de 10.000 parceiros. No Brasil, seus produtos são distribuídos pela ScanSource Brasil, distribuidora especializada em tecnologia para automação e captura de dados.

Fonte: Publicado em parceria com Zebra Technologies e ScanSource Brasil

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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