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Dólar avança e supera R$ 5,37 com tensão comercial entre EUA e Europa; Ibovespa opera estável

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Dólar sobe e reflete tensão no cenário internacional

O dólar iniciou a terça-feira (20) em alta no Brasil, sendo negociado acima de R$ 5,37, acompanhando o movimento global de valorização da moeda norte-americana diante da crescente busca por segurança nos mercados financeiros. A incerteza é motivada pelas novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos à Europa, o que intensificou a aversão ao risco e afetou moedas de países emergentes, como o real.

No fechamento anterior, o dólar comercial havia recuado 0,16%, cotado a R$ 5,36, mas retomou força na abertura de hoje, em linha com o aumento da volatilidade global.

EUA ameaçam tarifas e ampliam disputa com a Europa

As preocupações no mercado se acentuaram após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmar sua intenção de impor tarifas sobre produtos de oito países europeus. A medida faz parte de uma escalada política que envolve ainda a disputa pela Groenlândia, território ligado à Dinamarca.

Trump declarou que “já não pensa mais puramente na paz”, sugerindo a possibilidade de ações mais duras contra aliados europeus. A União Europeia respondeu que estuda retaliações comerciais com base em mecanismos de defesa econômica, elevando a tensão entre os blocos.

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Busca global por proteção impulsiona o dólar

Com a piora nas relações entre as grandes economias, investidores voltaram a procurar ativos de refúgio, como o ouro, o franco suíço e o iene japonês, que registram valorização nos últimos dias.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a seis moedas fortes, apresenta leve recuo, refletindo ajustes de fluxo. Entretanto, frente a moedas emergentes, como o real, peso chileno e rand sul-africano, a moeda norte-americana mostra ganhos consistentes.

Nos Estados Unidos, os rendimentos dos Treasuries (títulos do Tesouro) sobem, enquanto os índices futuros das bolsas de Nova York registram quedas. Esse movimento reforça o cenário de aversão ao risco e contribui para a valorização do dólar em mercados como o brasileiro.

Impactos no mercado financeiro brasileiro

No Brasil, o Ibovespa opera de forma estável, após ter acumulado alta de 0,03% na segunda-feira. O índice ainda reflete a realização de lucros após recordes recentes e é influenciado por fatores externos, principalmente o comportamento dos mercados internacionais.

Setores mais sensíveis à variação cambial, como commodities e financeiro, registram oscilações pontuais, enquanto ações defensivas se mantêm estáveis.

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Cotações e indicadores de mercado
  • Dólar comercial
    • Cotação atual: R$ 5,37 / US$ 1,00
    • Variação diária: +0,44%
    • Faixa intradia: R$ 5,345 – R$ 5,407
  • Ibovespa
    • Posição atual: cerca de 164 mil pontos
    • Desempenho semanal: +0,03%
    • Desempenho no mês: +2,31%

O Banco Central anunciou para esta terça-feira um leilão de 50 mil contratos de swap cambial para rolagem de vencimentos, medida que ajuda a controlar a volatilidade no câmbio.

Contexto econômico e perspectivas

O fortalecimento do dólar no Brasil reflete não apenas o cenário externo, mas também a percepção de risco local. Investidores acompanham atentamente os dados de inflação e política monetária, além das discussões sobre o ritmo da atividade econômica em 2026.

Enquanto o cenário global segue conturbado, a expectativa é de que a volatilidade continue elevada nas próximas semanas, especialmente se as tensões comerciais entre EUA e Europa se intensificarem.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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