Agronegócio

Escassez global de fertilizantes fosfatados impulsiona preços e traz preocupação ao mercado brasileiro

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Cenário internacional muda e oferta global fica mais apertada

O mercado mundial de fertilizantes fosfatados passa por um momento de forte aperto na oferta, refletindo diretamente nas cotações e nas estratégias de compra. De acordo com especialistas do setor, o ambiente internacional deixou de favorecer os compradores e agora aponta para um ciclo de preços mais firmes.

A China tem reduzido o volume exportado para priorizar o consumo interno, especialmente durante o feriado do Ano Novo Lunar, enquanto os Estados Unidos aumentam as aquisições para atender à safra de primavera. Essa combinação de fatores tem reduzido a disponibilidade global do insumo e sustentado a tendência de alta no mercado.

Mercado interno registra avanço nos preços

No Brasil, o impacto da menor oferta internacional já é evidente. O MAP (fosfato monoamônico) teve aumento semanal de US$ 15, sendo comercializado próximo de US$ 712 por tonelada. O movimento de alta também é observado em outros produtos: o SSP (superfosfato simples) acumula valorização de 13,3% em 2026, e o TSP (superfosfato triplo) sobe 9,2% no mesmo período.

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Produtores agem com cautela diante do câmbio e das margens reduzidas

Mesmo com o avanço das cotações, o ritmo de compras segue contido. A relação de troca entre soja e fertilizantes é considerada desfavorável, e a valorização do dólar encarece as importações e reduz a competitividade da oleaginosa no mercado externo. Com menor liquidez nas vendas, muitos agricultores preferem postergar novas aquisições, aguardando um momento mais oportuno.

Perspectivas indicam risco de novas pressões em 2026

Analistas alertam que adiar compras pode representar um risco adicional. Apesar da demanda doméstica ainda moderada pela distância da próxima safra, o equilíbrio global entre oferta e consumo continua apertado, o que pode provocar novos aumentos de preço nos próximos meses.

A expectativa é de que o mercado siga um ritmo próprio, mesmo diante de possíveis mudanças na rentabilidade das lavouras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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