Agronegócio

Ex-ministro fala sobre os desafios do agronegócio, pilar da economia brasileira

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O agronegócio brasileiro é hoje um dos principais pilares da economia do país, impulsionando o desenvolvimento de diversas regiões e contribuindo significativamente para a geração de empregos e exportações. Para o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, o crescimento do setor depende de enfrentar os desafios para garantir um futuro sustentável.

Para Rodrigues, a evolução tecnológica foi um fator fundamental para alavancar a produção agrícola brasileira. Em apenas algumas décadas, o país se tornou o terceiro maior produtor mundial de alimentos e líder em saldo comercial.

“Internamente, o principal fator é a tecnologia, um negócio fantástico. Há 50 anos, importávamos 30% do que consumíamos. Hoje, somos o terceiro maior produtor mundial de alimentos, e o primeiro em saldo comercial. O aumento da área plantada com grãos foi surpreendente, crescendo 103% desde os anos 1990, enquanto a produção aumentou incríveis 440% no mesmo período. Esse crescimento expressivo permitiu que o Brasil superasse a marca de 300 milhões de toneladas de grãos nesta safra”, comentou.

Um dos diferenciais do agronegócio brasileiro é a sua capacidade de aproveitar as áreas de pastagens degradadas para a produção de alimentos. Rodrigues destaca que, atualmente, cerca de 20% do território brasileiro é destinado a pastagens, e essa área pode ser revitalizada para agricultura e até mesmo para o reflorestamento.

Para o ex-ministro, o caminho para o crescimento sustentável do agronegócio envolve ações em diferentes frentes. “Primeiramente, é necessário investir em infraestrutura e logística para armazenar e escoar a produção, evitando prejuízos e perdas”. Além disso, Rodrigues enfatiza a importância de estabelecer acordos comerciais com países como China, Índia, Indonésia, Tailândia, Malásia e grandes nações do Oriente Médio, garantindo mercados sólidos para os próximos anos.

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“É preciso controle rigoroso de doenças e pragas que permita ter a segurança de que não vai ter problemas. Procurar insumos cada vez mais biológicos e menos químicos, que hoje demandam importações. Rastreabilidade, com identificação da origem da produção. Acabar com o que é ilegal, com o desmatamento ilegal, os incêndios criminosos, invasão e grilagem de terra, garimpo clandestino. Tem que fazer cumprir as leis. A ilegalidade bate na sustentabilidade. Mas essa coisa que é feita por aventureiros e bandidos tem de ser enfrentada com o rigor da lei. Senão, o concorrente usa esses defeitos como se fosse o todo da agricultura, para depreciar nossa condição competitiva”.

A sustentabilidade também é um ponto crucial para o crescimento do agronegócio, na visão do ex-ministro. A utilização de tecnologias sustentáveis, como irrigação e insumos biológicos, será fundamental para assegurar a competitividade do setor no mercado global. O ex-ministro destaca ainda a importância do seguro rural, que proporciona estabilidade de renda aos produtores e estimula o uso de tecnologia. Ele ressalta que a ampliação dos recursos destinados à subvenção ao prêmio do seguro é essencial para que mais produtores possam aderir a essa modalidade de proteção.

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Rodrigues lembra que um dos principais fatores a ser enfrentado é a questão ambiental, e faz críticas aos ambientalistas e ao Ministério do Meio Ambiente em relação ao desmatamento e ao não cumprimento do Código Florestal. Rodrigues enfatiza a importância de enfrentar “aventureiros e bandidos” que desmatam ilegalmente, respeitando a legislação e as práticas sustentáveis.

Por fim, Roberto Rodrigues falou sobre o papel do Brasil como líder no cinturão tropical do planeta, que compreende a América Latina, a África subsaariana e parte da Ásia. Ele ressalta a importância do país nesse cenário, não apenas como exportador de alimentos, mas também como fornecedor de tecnologia e equipamentos agrícolas. Para o ex-ministro, o Brasil tem potencial para ser um líder natural nesse processo, colaborando com a segurança alimentar, a produção de energia e a resolução de desafios globais.

A visão do ex-ministro reforça a importância de ações integradas e estratégicas para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. A busca por um crescimento sustentável, a valorização da tecnologia e o investimento em políticas públicas são fundamentais para consolidar o país como um protagonista no cenário agrícola global.

Com informações de O Diário de Cuiabá

Fonte: Pensar Agro

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El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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