Agronegócio

Exportações brasileiras de ovos avançam no início de 2026 e ampliam presença no mercado internacional

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As exportações brasileiras de ovos começaram 2026 em ritmo de crescimento, com avanço tanto no volume embarcado quanto na receita obtida com as vendas externas. Os dados mais recentes mostram expansão relevante do setor, impulsionada principalmente pelo aumento da demanda de mercados da Ásia, Oriente Médio e América Latina.

Levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indica que os embarques do produto — considerando ovos in natura e processados — registraram aumento significativo em fevereiro e no acumulado do primeiro bimestre do ano.

Embarques de ovos crescem mais de 16% em fevereiro

Em fevereiro, o Brasil exportou 2.939 toneladas de ovos, volume 16,3% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando foram embarcadas 2.527 toneladas.

Além do crescimento em volume, o setor também apresentou avanço expressivo em faturamento. A receita das exportações alcançou US$ 6,175 milhões, representando alta de 25,1% em comparação aos US$ 4,936 milhões obtidos em fevereiro de 2025.

O desempenho indica que, além do aumento das vendas, houve melhora no valor médio negociado no mercado internacional.

Primeiro bimestre registra expansão ainda mais forte

No acumulado dos dois primeiros meses de 2026, os resultados mostram um crescimento ainda mais robusto das exportações brasileiras de ovos.

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Entre janeiro e fevereiro, o país embarcou 6.025 toneladas, volume 23,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando as exportações somaram 4.884 toneladas.

Em termos de receita, a expansão foi ainda mais expressiva. O faturamento das vendas externas alcançou US$ 12,583 milhões, representando um crescimento de 37,9% em relação aos US$ 9,122 milhões registrados no primeiro bimestre do ano passado.

Chile, Japão e Emirados Árabes lideram compras

Entre os principais destinos dos ovos brasileiros no mês de fevereiro, alguns mercados apresentaram crescimento expressivo nas importações.

Os dados apontam:

  • Chile: 767 toneladas, com crescimento de 156,8%
  • Emirados Árabes Unidos: 531 toneladas, com recuo de 3,1%
  • Japão: 524 toneladas, com aumento de 143,5%
  • México: 284 toneladas, com alta de 12,7%

A forte expansão das compras por países como Chile e Japão contribuiu para o aumento geral das exportações brasileiras do setor.

Diversificação de mercados fortalece o setor

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, os resultados refletem o avanço da presença internacional da cadeia produtiva de ovos brasileira.

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Segundo ele, o setor vem ampliando o número de destinos e consolidando sua competitividade no comércio global.

Santin destaca que o crescimento observado no início do ano reforça a estratégia de diversificação dos mercados compradores, com expansão das vendas principalmente para países da Ásia, do Oriente Médio e da América Latina.

Cenário econômico também influencia o setor exportador

O ambiente macroeconômico também tem impacto sobre o desempenho das exportações brasileiras. Dados recentes do Banco Central indicam manutenção de uma política monetária mais restritiva, com juros elevados para controlar a inflação, o que influencia o comportamento do câmbio e a competitividade das exportações.

A taxa de câmbio, fator importante para o setor agroexportador, continua sendo um elemento relevante para a formação da receita em dólares das cadeias produtivas do agronegócio brasileiro.

Perspectiva é de continuidade do crescimento

Com o aumento da demanda internacional e a ampliação de mercados compradores, o setor de ovos brasileiro segue consolidando sua presença no comércio global.

A tendência, segundo avaliações do mercado, é de manutenção do crescimento ao longo do ano, impulsionada pela competitividade da produção nacional e pela abertura de novas oportunidades de exportação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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