Agronegócio

Exportações cresceram em agosto com avanço da soja e da carne bovina

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As exportações do Rio Grande do Sul somaram R$ 9,5 bilhões em agosto de 2025, alta de 5% em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo dados da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul). O agronegócio respondeu pela maior parte do desempenho: foram R$ 6,9 bilhões, o equivalente a 73% do total, com volume embarcado de 2,4 milhões de toneladas, crescimento de 53% frente a agosto de 2024.

A soja em grão foi o principal destaque. Somente a China comprou 1,54 milhão de toneladas, consolidando o grão como motor da balança comercial do estado. A carne bovina também ampliou espaço: os embarques cresceram fortemente, impulsionados pela demanda dos Estados Unidos, que aumentaram suas compras em mais de 250%. No acumulado de janeiro a agosto, as exportações totais do agro gaúcho alcançam R$ 45 bilhões.

Outros segmentos apresentaram desempenho misto. A carne de frango começou a se recuperar após o impacto de doenças aviárias, com aumento de 8% em valor e 18% em volume. A carne suína manteve mercados relevantes no Chile e nas Filipinas. O arroz, produto tradicional da pauta gaúcha, registrou o terceiro mês seguido de crescimento no volume exportado.

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Em contrapartida, fumo, madeira, pescados e sucos registraram retrações. O caso mais significativo foi o do fumo, que despencou de R$ 580 milhões para R$ 145 milhões em valor exportado, com forte queda nos embarques destinados à Bélgica.

A Ásia continua sendo o principal destino dos produtos gaúchos, com R$ 4,7 bilhões em agosto, quase metade do total embarcado. Em seguida aparecem Europa (R$ 790 milhões) e América do Sul (R$ 550 milhões). Entre os países, a China lidera com folga, respondendo por 49,8% do valor exportado.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

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O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

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Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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